Nos últimos anos fomos
levados a contemplar a ascensão de um magistrado, que no exercício de suas
atribuições têm levado grandes figurões da política nacional a sentar nos
bancos dos réus e arcar com as consequências de suas atitudes. O problema disto
tudo é que o que deveria ser algo óbvio do exercício de uma função tornou-se um
ato de heroísmo. Mas como chegamos ao ponto de exaltar alguém que faz o que é
meramente um ato funcional?
segunda-feira, 23 de janeiro de 2017
domingo, 22 de janeiro de 2017
PMDB - O Líder Invisível do País.
Enquanto os eleitores
brasileiros se digladiam numa luta sem fim, desde a redemocratização, entre os polos
representados pelo PT e PSDB, erroneamente considerados como representantes dos
opostos direita x esquerda, um partido se mantém em sua silente liderança,
tanto de números quanto de presença no legislativo. O PMDB.
Partido do atual
presidente da república, o Partido do Movimento Democrático Brasileiro, nunca
elegeu um presidente direto pertencente à sua legenda. Mas ele é dono dos
principais cargos políticos do Brasil. Infelizmente, para o brasileiro médio, o
principal cargo político existente é o de Presidente da República. Isso não é
de todo uma verdade. O PMDB controla o legislativo brasileiro há muitos anos.
Na presidência da câmara dos deputados, o partido está no comando desde 2009,
com uma rápida interrupção em 2011-12 com a eleição de Marco Maia (PT) ao
cargo. No senado, a hegemonia do partido permanece desde 2001, com a morte de
Antônio Carlos Magalhães.
Mas por que o PMDB não
entra nos debates dos eleitores? Em primeiro lugar é preciso entender que o
brasileiro desconhece sua história. Se a conhecesse, saberia que o partido é
oriundo do MDB (Movimento Democrático Brasileiro), partido existente durante a
ditadura militar, oposicionista ao partido de situação, o ARENA. Neste período,
o partido abrigou diversos revolucionários que foram componentes, inclusive, de
movimentos revolucionários armados. Mas como uma ditadura admite a existência
de um partido de oposição? (Fica aqui a reflexão)
Em segundo lugar,
temos que voltar na questão de que o brasileiro não entende lá muito de
política. Segundo a mentalidade do nosso povo, o Presidente é um soberano que
pode tudo e a quem todos se submetem. A visão do nosso chefe do executivo no
seio popular é quase de um Czar. Nesta lógica, dificilmente um partido que se
perpetua no legislativo, mas que foge das aparições nas concorrências pelo
executivo nacional, entrará nas pautas dos debates das pequenas rodas de
discussões.
Esse é o cenário
perfeito para que o partido se perpetue no núcleo decisório do país. Ele pode
trocar facilmente de lado durante um mesmo governo, sendo num momento aliado, em
outro oposição, sem que ninguém questione o fato. Em muitas ocasiões, o partido
conseguiu exercer os dois papéis ao mesmo tempo. Assim foi durante o processo
de impeachment do governo Dilma, quando Michel Temer, grande articulador
político do então governo, defendeu com unhas e dentes a manutenção do PT no
poder, mas quando o processo atingiu seus capítulos finais, decidiu articular
para sua saída.
O fato é que enquanto
os brasileiros se agridem, se ofendem e se dilaceram em defesa dos polos PT x PSDB,
o PMDB dorme tranquilo no berço esplêndido do comando nacional. Desde a
redemocratização, o PMDB elegeu dois vice-presidentes. E os dois assumiram a
presidência (Sarney em 1985; Temer em 2016). Mas certamente este é um fato que
passa totalmente despercebido aos olhos da grande massa.
Os intelectuais presentes nas universidades e
escolas brasileiras continuarão entrando com suas bandeiras vermelhas e
bradando que o PSDB quebrou o Brasil. Milhões de brasileiros continuarão indo
às ruas com suas camisas da CBF bradando fora PT. Mas neste teatro de
fantoches, quem sempre mexerá as guias, estará sempre invisível aos olhos
populares.
sexta-feira, 20 de janeiro de 2017
A Morte de Teori e a Pizza que Ninguém Quer Comer
Em 19 de janeiro fomos
surpreendidos com a notícia da morte do Ministro do Supremo Tribunal Federal,
Teori Zavascki, relator do processo que apura crimes de desvio de dinheiro em
obras ligadas a Petrobras, que são investigados pela famosa Operação Lava-Jato.
Diante de tantas
especulações que surgem no meio das redes sociais, com notícias pouco
esclarecedoras trazidas pela grande mídia, é coerente o posicionamento das
autoridades responsáveis pela investigação do acidente aéreo dentro da
legalidade e sem considerar quaisquer hipóteses precipitadas capazes de
atrapalhar a investigação. Mas é compreensivo (ainda que precipitado) também o
grito da opinião pública ao tratar o acidente como um atentado, ainda que
poucas informações existam.
segunda-feira, 16 de janeiro de 2017
Praia do Forte - Bahia
![]() |
| (http://praiadoforte.org.br) |
Localizada no
município de Mata de São João, litoral norte da Bahia, a Praia do Forte
tornou-se um dos pontos turísticos mais visitados por quem conhece Salvador
e região. Suas pequenas praias atraem banhistas que desejam um lugar tranquilo
para passar seus dias.
Com uma excelente
estrutura para os turistas que inclui pousadas e hotéis bem organizados, bares
e restaurantes com cardápios variados e muitos centros de artesanato, a Praia
do Forte atrai pessoas do mundo inteiro. O Projeto TAMAR que protege tartarugas
marinhas é outro ponto forte do local.
Um belo lugar para se
passar o fim de semana. Um lugar paradisíaco onde o tempo parece passar mais
devagar.
E você? Conhece a
Praia do Forte? Deseja conhecer? Conte-nos a sua experiência! Até a próxima e
um abração!
Crédito na Imagem
domingo, 15 de janeiro de 2017
Limitação da Internet Banda Larga Fixa no Brasil
Esta semana o Governo,
através do Ministro da Ciência, Tecnologia e Comunicações, voltou a reafirmar o
interesse em limitar a internet Banda Larga fixa no Brasil. Poucos instantes
após a afirmação do ministro, a internet foi inundada por textos com análises e
opiniões, tanto de especialistas quanto de pessoas comuns que se manifestaram
refutando a ideia.
terça-feira, 10 de janeiro de 2017
A Triste Realidade Brasileira por Trás das Mortes dos Presos de Manaus
Há algumas semanas o
Brasil se vê diante de uma nova polêmica: a execução de presos em um presídio
de Manaus derivada de uma guerra de facções que parece nunca ter fim em nosso
país. Entre os a favor e os contra a pena de morte, surgiu um fato que acabou
gerar revolta em quase todos os cidadãos brasileiros: a responsabilidade de
indenizar do Estado.
Diante da verdadeira
bagunça que foi gerada por conta dos fatos, eu procurei entender de uma forma
mais fria todas as teorias que cedo ou tarde surgiriam acerca do sistema
penitenciário brasileiro por parte dos grupos pró e contra direitos humanos dos
presos. Confesso que me mantive relutante em escrever a respeito do tema aqui
no blog, mas, passado o sensacionalismo, achei que seria interessante discorrer
algumas ideias.
terça-feira, 3 de janeiro de 2017
Parafraseando o professor Libâneo, Pedagogia e Pedagogos, para que?
Por Elizabeth Lucchesi
Foucault enfatizava que SABER É PODER!
Foucault enfatizava que SABER É PODER!
Na Academia,
construímos, trocamos e apreendemos saberes que nos habilitam para o exercício
da Pedagogia. E que poder eles nos conferem? Certamente não se trata do poder
da autoridade, que subjuga, que oprime, mas o poder da autonomia; o poder de
dialogar, de reivindicar, de se posicionar, de agir e interagir na sociedade,
de empreender mudanças diante daquilo que nos aflige, que nos incomoda e nos prejudica.
O poder da cidadania.
Temos diante de nós
dois desafios preponderantes, que na realidade são intrínsecos. Primeiro, o
desafio de ratificar e consolidar a importância e a relevância da Pedagogia,
uma ciência nobre, que busca no processo educativo contemplar a totalidade da
natureza humana, em sua dimensão histórica, cultural, existencial, psíquica e
social. Paralelamente, consolidar a importância do Pedagogo enquanto
profissional cuja responsabilidade e atuação vão além do campo da docência.
Hoje vivemos em uma
sociedade genuinamente Pedagógica, com a ampliação dos conceitos de educação e
a diversificação das atividades educativas. Na chamada era do conhecimento,
percebemos a prática pedagógica nos mais variados espaços educativos: nas
empresas, na mídia, nos hospitais, nas academias, nos centros culturais, nas
ongs, nas associações. Daí a importância incontestável do pedagogo. Aliás, é
preciso romper com esses paradigmas que fazem apologia à supremacia das
profissões ditas tradicionais, relegando as outras ao status de simplórias.
Nessa era da tecnologia, vemos despontar profissões cada vez mais singulares e
específicas para atender as necessidades de um mercado cada vez mais exigente.
Toda profissão exercida com ética e responsabilidade é importante e necessária
para o pleno funcionamento e desenvolvimento das sociedades. Concomitantemente,
nosso outro desafio é para com a educação, de fato.
Mas, que educação e
que sociedade é essa? Uma sociedade caracterizada pela diversidade, pela
superfluidade e pelo consumismo, onde as instituições como a família e a escola
tiveram seus modelos reconfigurados e a cada dia assumimos novos papéis
sociais, que nos exigem uma estrutura e formação sólida. Uma sociedade marcada
pela violência em todas as suas manifestações, permeada pela desigualdade, pela
discriminação e pelo preconceito. Onde as informações circulam em velocidade
assustadora, oriundas das mais diversas fontes.
Marx enfatizava que a
educação tanto pode alienar quanto emancipar. Nesse contexto, nos questionamos
como educar, para que educar e a quem educar?
Uma nação de fato democrática é aquela cujo povo é educado e politizado.
Democracia não combina
com alienação. Um povo mal educado vive mal e vota mal. E creio que é correto
concluir que a violência, o preconceito e a miséria são formas de
alienação. É fato que a educação não é a
solução para todas as mazelas sociais, mas certamente é um caminho seguro e
indiscutível para o desenvolvimento e para a autonomia de um povo. A educação
fortalece a identidade desse povo.
É evidente que o
modelo que ai está esgotou-se. É preciso uma educação que invista na formação
integral do indivíduo, inspirada nos ideais da Paidéia de Sócrates e Platão,
alicerçada na ética e na moral. Uma educação que priorize e fomente os valores
universais e essenciais da natureza humana: o amor, a honestidade, a lealdade,
a alteridade, a ética, o respeito, a tolerância, a solidariedade. Uma educação
voltada para a formação de cidadãos críticos, autônomos e solidários. Acredito
que assim possamos construir uma sociedade mais justa e igualitária.
Elizabeth Lucchesi
Pedagoga, Escritora e Poetisa.
Autora do blog Palavras Singulares
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