quinta-feira, 30 de junho de 2016

Matemática Política Brasileira


Quando ouvimos um político qualquer anunciar que será destinado um valor X ao combate de alguma coisa, algumas certezas nos vem à mente.

1. Perderemos o combate;
2. Apenas 1/5 de X chegará ao seu destino;
3. Metade de X será usada com publicidade e propaganda;
4. Sempre haverá uma parcela da sociedade que acredita na propaganda de X e que realmente estamos ganhando;
5. Seu professor de história vai dizer que a culpa do fracasso do Programa é do período militar;
6. A sociedade assistirá inerte aos desvios;
7. Os políticos opositores vão criticar o autor do combate, mas vão dizer que foi uma iniciativa interessante e que deve ser mantida, caso eleitos;
8. O combate precisará de mais dinheiro em menos de um ano e o valor saltará de X para 10X;
9. O combate caíra no esquecimento sem que o programa seja extinto; e
10. O Político, ou seu aliado, será reeleito nas próximas eleições.

quarta-feira, 29 de junho de 2016

VIOLÊNCIA CASEIRA

(http://in-justicabrasileira.blogspot.com.br/p/frases-sobre-justica.html)

Quem acompanha os noticiários diariamente pode observar que aumentou sensivelmente o número de casos de crianças mortas em conflito direto com os órgãos de segurança pública. São casos, geralmente, de grande repercussão e que acabam ganhando grande importância na mídia sensacionalista que, quase sempre, decreta o veredito contra as instituições de segurança antes mesmo que qualquer laudo técnico seja emitido. Mas não quero discutir as polêmicas coberturas e a questão do certo ou errado.
O que chama muito a atenção nestes casos é a total conivência dos pais com o comportamento errático dos filhos. A declaração de uma das mães foi a síntese de todo o pensamento: “Eu sabia que meu filho andava com más companhias. Mas isso não justifica ele ser morto”! Concordo com esta senhora em relação à pena capital e me compadeço de sua dor. Mas ela dizer abertamente que tinha conhecimento que o filho andava em más companhias? Há algo de errado no paraíso, senhores!
Em que tipo de sociedade vivemos em que uma mãe é complacente com as atitudes delinquentes de seu filho? Em que momento a humanidade perdeu seu senso de criação de suas crianças? Como pode uma mãe simplesmente assumir que tinha conhecimento das condutas erráticas do filho e não ter tomado nenhuma atitude? Por que não coibiu tais atitudes?
A verdade, desculpem-me os que pensam o contrário, é que vivemos uma atualidade de pais lenientes com seus filhos. Isto se reflete em leis e mais leis polêmicas como a da palmada. Isso se reflete na sala de aula (vide post Educação) onde os pais reprimem professores que são mais rigorosos, sejam nos estudos ou na forma de cobrar a disciplina em sala. Tornamos-nos uma sociedade anticorreção! Aos poucos estamos caminhando para a proibição de ensinar o certo ou errado à criança. Deixá-la descobrir por si só o conceito de certo errado. O puro e utópico construtivismo! E enquanto isto crianças aderem ao tráfico, ao consumo de entorpecentes, às quadrilhas, cometendo ilícitos de toda a ordem sem qualquer forma de punibilidade. E os pais em seu refúgio legal, lenientes de tal forma, que expõem toda sociedade ao risco! E não há leis que punam estes pais por sua inércia!
Somado a isto temos uma sociedade com sérias tendências anárquicas. Um povo que não liga para a polícia para informar que o vizinho está sendo assaltado, mas que ao ver uma abordagem policial, logo retira seu aparelho celular para gravar a ação de forma a coibir possíveis abusos! Viramos uma sociedade antipolícia! E esperamos realmente nos tornarmos uma civilização um dia com esta atitude?
A verdade é que o problema da violência em nosso país é caseiro. Seja na forma como criamos nossos filhos, seja na forma como aceitamos de bom grado as manchetes tendenciosas, seja com nossa inércia diante dos verdadeiros criminosos e nossa forma de julgar quem se arrisca para nos proteger. A verdade é que, em diferentes graus, todos somos cúmplices deste estado de guerra em que vivemos.

quarta-feira, 22 de junho de 2016

POR QUE ODIAR LEGIÃO SE TORNOU UMA MODINHA BIZARRA?

Eu já desconfiava há algum tempo, mas esta manhã, navegando pelo mundo cibernético eu pude constatar de vez esta situação: virou MODINHA odiar a Legião Urbana! Eu como sempre acho que isto nada mais é do que fruto de nossa educação e valores totalmente deturpados e de uma juventude alienada.
As pessoas que pregam este ódio tem hoje entre 16 e 25 anos. São pessoas que em sua maioria nasceram após a morte do Renato Russo e, por consequência, o fim da banda, ou que tinham apenas 6 anos quando isto aconteceu. Logo, não tinham a menor consciência do que de fato significou a Legião Urbana. Não que eu seja muito mais velho, mas quando Renato Russo faleceu eu tinha uma idade que já sabia ao menos o que era música. Claro que este ódio e sua propagação não estão limitados a esta faixa etária. Toda banda terá admiradores fanáticos, admiradores circunstanciais e os questionadores de carteirinha. Mas, das bandas de rock nacional, uma das poucas, para não dizer a única, que conseguiu caminhar livremente pelo meio do rock mundial sem ganhar grandes questionamentos foi a Legião Urbana.
Ir à qualquer show de rock com camisa dessa banda nunca gerou problemas ou questionamentos. Mas acho que a geração de hoje não sabe muito bem o que é isto. Poucos ambientes são especializados em Rock. Curtir rock no mesmo barzinho que toca sertanejo é como ir assistir futebol num estádio de beisebol; você vai assistir, vai gostar, mas o lugar nunca vai ter a forma e a mesma atmosfera que um estádio próprio para isto. Então não! Grande parte desta geração só conhece rock em baladinhas de pegação que nas suas sextas contratam uma bandinha de rock “meia boca” porque o cachê é menor do que as de sertenejo e de pagode, pois não “está na moda” ouvir rock!
Outro ponto é: quais as referências de rock nacional hoje? Detonautas? Nx Zero? Pitty?(??????????) Desculpa, mas não tem! As boas e poucas bandas nacionais não chegam ao conhecimento do grande público! Muito diferente dos anos 80/90 onde ao menos 7 ou 8 bandas e cantores nacionais se destacavam neste gênero.
E por que este ódio? Letras ruins? Não acredito que seja este o ponto. A pessoa pode até não gostar do sofrimento excessivo em algumas das letras, mas daí a dizer que são ruins? Me poupe! Sonoridade da banda? Cara, a banda teve seus momentos não muito bons, mas sempre caminhou com tranquilidade pelos diversos estilos sem perder a batida. Atitude do cantor? Pior do que o outro que faz apologia às drogas?
É difícil dizer o que move esta modinha com precisão. Mas sou do tempo que músicas da Legião eram textos de vestibular. As pessoas usavam trechos para por em carta (algum jovem de hoje escreve isto?) para a namorada, namorado, amiga, amigo, sei lá mais quem. E hoje? Hoje as pessoas colocam trechos do Charlie Brown Jr (nada contra, mas não há comparações)? Então, na boa, se você não curte Legião, é um direito seu. Mas baixa a bola. Fala que não gosta e ponto. Mas falar que a banda é uma merda fica feio pra você, pois mostra que você não passa de um modinha! Mas na boa… não espero muito de uma geração cuja referência de letrista é o Marcelo D2. Falar o que depois disto? 

terça-feira, 21 de junho de 2016

5 ÁLBUNS QUE TODO NOVO ROCKEIRO DEVE CONHECER

Há quem diga que não se torna Rockeiro, mas que O Rockeiro nasce Rockeiro! Mas nós vivemos em um país onde o mercado musical é voltado quase que totalmente para gêneros musicais mais de momento. Hora é o pagode, hora é o axé e, no momento, é o sertanejo. Ligar na rádio e conseguir ouvir um rock é tarefa quase impossível, principalmente para quem está longe dos grandes centros. Refiro-me a qualquer tipo de Rock, seja Metal, Heavy Metal, Blues Rock, Garage Rock, Grunge, Foll Rock e todos os demais gêneros.
Nesta dificuldade, aquela pessoa que não tem o livre acesso ao rock nas rádios pode sentir alguma dificuldade em conhecer, admirar e poder escolher o rock como gênero de preferência. Desta forma, acabam conhecendo o rock como um gênero barulhento, pura gritaria, coisa do diabo, entre outras coisas que todos já devem ter ouvido. Mas essas mesmas pessoas adoram Patience, Sweet Child o´mine, It´s my life, Smells Like Teen Spirit, Hotel California, Wild of Change, entre outras tantas músicas que muito raramente uma rádio ou outra toca em sua programação.
Para estes que conhecem uma ou outra música, que geralmente conhecem apenas a música mais famosa de cada banda e ainda assim chama rock de gritaria, separei 5 álbuns que podem ajudar a conhecer um pouco mais de cada gênero e a apurar o gosto pelo rock. Não selecionei o melhor álbum de cada banda. Procurei colocar músicas que agradem mais ao ouvido de quem não está acostumado com o mundo do rock. Espero que curtam.



Álbum: NEVERMIND
Banda: Nirvana
Ano: 1991
Este álbum grunge é considerado como um dos melhores álbuns de todos os tempos pela revista Rolling Stone. Músicas que alternam momentos mais balados e mais agressivos serviram de inspiração para muitas bandas que vieram depois. Para quem está iniciando como ouvinte do rock vai servir como base para conhecer mais desse estilo que acabou servindo de base para vários outros.




Álbum: TEN
Banda: Pearl Jam
Ano: 1991
Pense assim: os caras lançam o primeiro álbum da banda. E já no primeiro álbum emplacam suas melhores músicas e que sempre serão pedidas em todos os shows. Está aí. Essa banda agrada à todos. Dificilmente alguém encontrará um rockeiro que não goste de Pearl Jam e das músicas deste álbum.




Álbum: S&M (Symphony & Metallica)
Banda: Metallica
Ano: 1999

Este eu resolvi arriscar. A banda é de metal/heavy metal. Prato cheio pra chamarem de puro barulho e gritaria. Mas daí os caras colocam a banda junto com uma orquestra. Resultado: um dos melhores shows de todos os tempos! A pessoa pode até não gostar de rock de jeito nenhum, mas se for amante de boa música, vai ser impossível não ouvir duas ou três músicas mais de 5 vezes para poder entender esta maravilha.



Álbum: Brothers in arms
Banda: Dire Straits
Ano: 1985

Este álbum merece entrar nesta lista porque traz duas das principais características desta banda britânica: certa semelhança com o country americano em parte de suas músicas e o uso, sempre bem encaixado, de solos de guitarra. Esta foi outra banda que inspirou muitas que vieram depois e merece muito ser mais conhecida por aqueles que estão conhecendo mais do rock.



Álbum: By The Way
Banda: Red Hot Chilli Peppers
Ano: 2002

RHCP é uma daquelas bandas que todo mundo gosta. Pode não ser a preferida, pode não ser a mais amada, ou ser, sei lá, mas uma coisa é certa: todo mundo conhece alguma música deles. Não escolhi o melhor álbum deles. Escolhi aquele álbum que é mais provável que um recém-ingresso no mundo do rock possa gostar. Músicas com variação de ritmo, horas agitadas, horas mais tranquilas, mas sempre com o velho jeito RHCP de ser.

segunda-feira, 20 de junho de 2016

A ABOMINAÇÃO DA CHEFIA E A COMERCIALIZAÇÃO DA LIDERANÇA


Há alguns meses fui convidado para ministrar uma palestra sobre o tema de Chefia e Liderança para um órgão da administração pública municipal. Ao conversar com o encarregado e entender o perfil do universo de espectadores, percebi que era melhor partir por uma linha menos conceitual e mais prática, abordando a chefia e liderança com suas principais características e tentando levantar os principais desafios para a liderança no mundo moderno.
Enquanto pesquisava e relia alguns clássicos que abordam o assunto, pude perceber em minha pesquisa a grande quantidade de autores que se beneficia deste tema de forma comercial, vendendo determinadas ideias que eu, particularmente, não concordo. Coloquei estas observações particulares na palestra e tive um retorno muito agradável em relação a isso, por isso decidi que talvez fosse interessante abordar este assunto.
Se você for numa livraria, na seção de autoajuda hoje, vai observar um número imenso de autores que escrevem sobre este tema. Mas a primeira coisa que observo quando leio estes livros é a abominação à figura do chefe. A maioria dos autores destaca a chefia como uma coisa ruim. Eles tentam passar a ideia de que todo chefe é mau. Em contrapartida, ser líder é algo bom, algo a ser almejado por todos, como se todo líder fosse do bem.
Esquecem eles, porém, que a chefia é derivada de um sistema hierarquizado. E que ser “chefe” não é algo puramente ruim. Ser chefe é algo necessário. Qualquer instituição necessita da figura do chefe. Se este chefe será um líder, isto depende de diversos fatores, até mesmo dos subordinados. Mas talvez esta seja a principal questão: pouco a pouco a ideia de estrutura hierarquizada está sendo mais e mais abominada na nossa sociedade. E esta “venda” da ideia da liderança como algo distante da chefia é um reflexo disto. A ideia que se vende é que todos devem buscar serem líderes. Até aí tudo bem. Mas estes mesmos candidatos à liderança não são incentivados a se destacar por seus méritos visando alcançar um uma posição de destaque dentro de uma estrutura organizacional que fatalmente o levará, num nível empresarial, a uma situação de chefia.
Outro pensamento que vale ser levantado é que nem sempre o líder será uma figura benéfica, como esses autores descrevem. O líder é alguém que exerce extrema influência sobre a “massa”. E não poucas vezes na história vimos figuras líderes se utilizarem desta extrema influência para cometer as mais inúmeras maldades. Logo, creio que o estímulo à liderança tem que ser calcado em valores que tornem esse candidato a líder responsável e consciente das atitudes advindas de sua posição. E que use estes valores para conduzir seus liderados por um caminho humanitário.

Em suma, liderança sempre foi e sempre será um tema bastante discutido pelos autores motivacionais. Mas há que se filtrar o que se pesquisa e o que se lê para que não se “compre” doutrinas baseadas por ideais escusos e que deturpam certos “axiomas sociais”, como a importância das estruturas organizacionais hierarquizadas para o funcionamento produtivo da sociedade, principalmente, no viés empresarial.

domingo, 19 de junho de 2016

São José do Rio Preto - SP

Tive o privilégio de conhecer, neste fim de semana, esta cidade que se localiza na região noroeste do estado de São Paulo. Chamo de privilégio porque é uma cidade muito bonita e organizada, que reflete sua organização em suas ruas e avenidas, sempre bem sinalizadas.
Esta viagem não teve caráter originário turístico, mas estando numa das principais cidades do estado, não poderia me furtar de passear pela cidade e tentar conversar com alguns habitantes acerca de suas impressões pessoais em relação a ela.
O primeiro contato que tive foi positivo, pelo motivo da organização como já citei. Toda a cidade é muito limpa, arrumada, muito bem conservada e com imóveis bem apresentados.
A segunda impressão, relativa à hospedagem, pude constatar que o preço dos hotéis não foge muito aos padrões que verificamos em diversas ouras cidades de mesmo porte do estado de São Paulo. Claro que  ainda está um pouco acima do que um cidadão gostaria/deveria pagar, mas pelo atendimento e serviço, acaba valendo o que cobram.
A única observação estranha surgiu quando fui perguntar a uma moradora local quanto à pontos turísticos. Ela foi enfática ao afirmar que a cidade carecia de tais locais. Segundo ela (pude confirmar em pesquisa depois) por ser uma cidade industrial e de serviços, não há uma quantidade razoável de pontos turísticos. O único local que ela soube me dizer foi o Parque da Represa. Lá estive e verifiquei que é um lugar lindíssimo e que vale muito a pena conhecer.
Intrigado pela grandiosidade com que a cidade se mostrou durante minha passagem, procurei fazer uma pesquisa sucinta sobre sua história, principais características e quaisquer dados que me fizessem conhecer um pouco mais dela. E uma curiosidade bem interessante que descobri foi que numa pesquisa da Fundação Getúlio Vargas a cidade ocupa a 18ª colocação, entre todas as cidades do Brasil, das mais promissoras para se construir uma carreira profissional. Achei este dado muito legal. Fica aqui minha dica de viagem. Seja para turismo, seja para fazer negócios, esta é uma cidade que vale à pena conhecer.






sexta-feira, 17 de junho de 2016

JOGO DE FUTEBOL

(www.joaofilho.com)
Só quem nunca viveu a emoção de assistir um jogo de futebol num estádio é que não sente falta desta situação. É uma atmosfera empolgante, as torcidas dando um show a parte, poder acompanhar o jogo de perto, os radinhos de pilha com suas narrações enroladas e barulhos esquisitos para atrair a atenção do ouvinte.
Mas infelizmente, mesmo estando no “país do futebol”, este programa que era pra ser feliz e tranquilo, se tornou num campo de batalha angustiante aonde as pessoas vão com medo do que lhes pode acontecer. É uma página triste neste este esporte tão bonito e emocionante, mas que faz parte do nosso cotidiano.
(www.campoformosonoticias.com)
Costumo conversar com amigos mais novos e eles não acreditam nas minhas histórias. Houve um tempo onde as torcidas adversárias chegavam juntas e saiam juntas sem que houvesse qualquer confusão. Nasci e cresci em Salvador. Frequento estádios de futebol desde meus 03 anos de idade. Já fui a inúmeros BA-VIs.
Morava relativamente perto da Fonte Nova e ia com meus pais e meus amigos de ônibus ou à pé. Sempre chegávamos um pouco mais cedo para podermos encontrar com mais amigos. As torcidas do Bahia e do Vitória subiam a mesma ladeira. A ladeira que dá nome ao estádio. Lembro-me que lá havia um barzinho que meu pai costumava sentar para esperar os amigos antes da entrada. E neste barzinho sentavam torcedores dos dois times. A maioria se conhecia. Eles discutiam sobre os esquemas táticos, sobre a qualidade técnica dos jogadores e, quase sempre, apostavam o resultado. Tinha muita brincadeira e “gozação”, como se diz na Bahia. Mas não havia qualquer tumulto.
Quando chegava a hora do jogo, todos entravam (pela mesma entrada) e cada um ia para sua respectiva torcida. Não havia grades que impediam o acesso das torcidas. Havia uma parte do estádio que era destinado à torcida mista. Às vezes ficávamos lá. Era tudo muito pacífico. Na saída, os mesmos torcedores adversários se encontravam no mesmo barzinho para “pagar” a aposta e poder “bebemorarem”.
Mas hoje em dia, tudo isto se tornou utopia. Torcida chegam ao estádio por caminhos diferentes. Se se encontram, é batalha campal com direito a tiros e granadas. Mortes, violência, sangue, destruição e sofrimento. E o que isto tem a ver com futebol? O que isto tem a ver com aquela emoção e alegria? Brigar por um esporte que foi feito para sorrir?
É muito triste quando vivenciamos uma situação como está acontecendo aqui em São Paulo, onde a justiça determinou que apenas uma das torcidas poderiam frequentar o estádio no dia do clássico. Isto é muito triste. Acabaram com a magia. Acabaram com o espetáculo. Estádios com uma única cor. Isto é depressivo. Mas infelizmente, sou obrigado a concordar com esta medida.


Quem dera que um dia aprendêssemos a viver em harmonia. Que aprendêssemos a deixar a batalha para dentro das quatro linhas. Que pudéssemos voltar às “apostas” de mesa de bar e às comemorações pós jogo com a presença de amigos da torcida adversária. Quem dera fossemos civilizados. Sei que é um sonho. Mas um sonho possível. E este sonho começa por cada um de nós, torcedores. Respeitar o outro e viver a emoção do futebol sem permitir que esta mesma emoção nos leve a acabar com o espetáculo. E torço para que um dia este sonho se torne realidade.

quinta-feira, 16 de junho de 2016

ENCONTRANDO UM AMIGO

Dizem que os sintomas da idade aparecem de diferentes formas para cada pessoa. Para uns são as dores, para outros é ficar chato, alguns ficam saudosistas, mas para mim os sintomas são menos complexos e inquietantes. Não que eu esteja velho. Longe disso. Ainda estou em um sexto da minha vida. Mas alguns sintomas de “maturidade” começam a me bater a porta. Não estou falando da falta de paciência para ir à baladas ou a acentuada ressaca nos dias seguintes de bebedeira. O sintoma mais proeminente é o valor que estou dando a coisas bobas e corriqueiras.
Outro dia fui ao banco sacar um dinheiro para pagar umas contas. Lógico que era o último dinheiro do mês, mas isto não vem ao caso. Fato é que neste banco trabalha um amigo meu. Não é amigo de longa data, mas é daquelas pessoas que você acaba criando uma afeição sem precisar de muito. Eu estava com a cabeça tão cheia de problemas que nem lembrei que ele trabalhava lá. Mas quando cheguei lá que eu o vi, senti uma alegria muito grande.
Sei que muitas pessoas passam por isto desde criança, mas nunca tinha me dado conta da felicidade que é encontrar um amigo. Não foi um sentimento novo. Claro que já fiquei feliz encontrando outros amigos. Mas foi a primeira vez em que me dei conta do quão importante e feliz é encontrar uma pessoa por quem conservamos uma afeição. Claro, excetuando-se situações de namoro, casamento, noivado, essas coisas, pois nestes casos já tinha tomado esta consciência.
E foi nesse momento que a ficha caiu. Ainda sou muito jovem. Mas estou envelhecendo a cada dia. Por mais óbvia que pareça esta constatação, é algo que não nos damos conta no nosso cotidiano. E isso me fez parar e pensar na importância de valorizarmos pequenas coisas e pequenos gestos. O mundo atual anda tão corrido e sufocante que mal reparamos nas pessoas que estão ao nosso lado. Cumprimentamos os colegas de trabalho por mera educação. Não valorizamos os dias frios e preguiçosos jogados no sofá assistindo televisão. Não vemos a felicidade que é poder brincar com nosso cãozinho no fim do dia, após um dia extremamente cansativo. Viver aos poucos se tornou algo totalmente mecânico e talvez encontrar meu amigo tenha me feito perceber isso enquanto sou jovem.

No dia seguinte pude estar reunido novamente com esse amigo e com outros amigos para papear e tomar um chopp. Fazia muito tempo que não os via. Vejam: saímos para tomar um chopp. Algo simples, algo que não exige a maior fortuna do mundo, algo que não exige muito tempo, algo que não exige de nós um esforço demasiado, mas mesmo assim, teve um significado enorme para mim poder revê-los. Espero poder sentir mais vezes esta felicidade, pois, na verdade, no final tudo que restará são boas lembranças. Que mais coisas simples se transformem em coisas especiais. 

quinta-feira, 9 de junho de 2016

SUPERMERCADO

A pessoa sai do trabalho, cansada, e percebe que precisa cumprir com seu compromisso mensal no lugar mais agradável da Terra. SQN! Troca de roupa neste clima agradável que tem feito nos últimos dias e parte rumo à felicidade de fazer compras. Sai com sua listinha mental ou no papel, acreditando que é o maior economista do século XXI e lembrando-se das dicas do carinha do fantástico que manda pegar tudo do mais barato.
Chegando no supermercado, tenta achar um carrinho que preste e, é óbvio, que isso não existe. Vai aquele capenga que fica travando a roda mesmo! De preferência aquele que puxa para o lado que é pra você se divertir tentando evitar que ele quebre diversos frascos das gôndolas por acidente.
Sobe a esteira rolante, caso haja, e fica tentando prender a porra do carrinho pra ele não ficar descendo enquanto você confere se pegou carteira, celular, caneta, a listinha que ficou no carro e qualquer coisa inútil que alguém tenha recomendado você a levar na próxima vez que fosse ao mercado. Nessa hora você adentra ao mercado, literalmente, e começa a verdadeira alegria.
Um cartaz de 50x50 já manda a boa notícia: SUPER OFERTA! LEITE A R$ 3,00! No impedimento de xingar a mãe do camarada, que escreveu que leite à R$ 3,00 é oferta, pessoalmente, você se contenta a dizer o nome do ser superior no qual acredita e seguir em frente rumo às próximas “boas notícias”. Daí a pessoa chega na primeira prateleira e começa a xingar mentalmente o pai e a mãe por não ter deixado ele a virar jogador de futebol ou modelo. Nessa hora você lembra que é feio e joga a mal e volta à realidade e curte a epifania de descobrir que é pobre.
Daí o ser percorre todo o supermercado ainda com a dica do “gente boa” do fantástico dizendo que você tem que pegar tudo do mais barato e percebe que tudo do mais barato é uma merda. E está caro do mesmo jeito! Quase surtando, você começa a encher seu carrinho na esperança de que a matemática seja uma ciência inexata ou que você tenha reprovado feio no ensino fundamental por não saber somar. Com 5 itens você começa a pensar em fazer um empréstimo consignado. Com 10 você começa a querer vender seu carro, se é que tem. Com 15 itens você entra no Google tentando achar o valor de um rim no mercado negro. Quando chega ao final da lista, você já está conformado de que o resto do mês vai ter que ficar em casa jogando paciência a luz de velas e sem tomar banho pra economizar na água.
Tudo isso sem contar que aquele aluno de direito que não sabe o que fazer de tema de monografia pra conclusão de curso, basta ir ao supermercado que vai encontrar vários temas na área do CDC! Esquece etiqueta afixada no produto! Esquece aquela a etiqueta de preço da prateleira. Ela sempre vai estar uns dez passos longe do produto que você está pegando, que já é caro, mas você não se dá conta de que é o valor do outro e que o que você está levando é mais caro ainda!
Daí você cai na asneira de querer comprar carne e descobre que no Brasil tem dinossauro, porque picanha de 1kg e 600g só pode ser de brontossauro! Mas é óbvio que você não leva picanha porque você descobriu na pesquisa do Google que vender órgãos é crime e que você tem histórico de doença renal na família e vai precisar dele. Daí a pessoa se contenta com aquele acém a preço de filé mignon com mais gordura do que aquela sua tia que só come fast food. Mas tudo bem, melhor morrer do coração do que de fome.
Por fim você se dirige para a melhor parte. Já às lágrimas, soluçando de tanto chorar, você chega à região dos caixas e descobre que dos 20 previstos, tem 5 abertos. Lógico que todos os caixas foram jantar no horário de pico! Alooouu, isso aqui ainda é Brasil, esqueceu?
Daí você entra na fila do caixa que está com a menor fila, ou seja, tem só uns 5 ou 6 carrinhos lotados na sua frente e num deles tem aquele cidadão que resolveu levar toda a família para dar um passeio. O cara não sabe se coloca as coisas na esteira do caixa ou se da bronca no menino que está brincando com os brinquedinhos das balinhas que ficam perto do caixa, que são uma bosta, mas que custam R$ 20,00 e é lógico que o menino quer porque quando aperta o botão aparece uma luzinha que projeta um desenho bizarro na parede. Depois de uns 20 minutos de guerra psicológica entre os dois, o pai compra o bendito brinquedo, acaba o choro, e no restante do mês o pai vai ter que andar a pé para o trabalho pra economizar no combustível ou na condução. Detalhe, o trabalho fica na cidade vizinha.
Depois de muitos posts no facebook, depois de consultar todo seu blog, depois de ligar pra pai, mãe, tia, primos, namorado (a), fazer as contas na calculadora e descobrir que você tirou dez em matemática no ensino fundamental e chorar por isso, chega sua vez. Lógico que o caixa vai te entregar aquele saquinho fino pra cacete que vai rasgar e você vai ficar na merda tentando evitar que caia suas compras e quebre tudo. É claro também que o valor desse saquinho estará embutido no valor do produto e vai ter aquele ativista verde dizendo que você deveria levar sacolas retornáveis para o mercado. Lógico que esse ativista não vai cobrar que o supermercado dê um desconto pelas sacolas que você economizou levando a sua, porque ele é financiado pelas grandes redes de supermercado.

Enfim, depois de toda esta diversão, você descobre que vive no melhor país do mundo porque vai ter olimpíadas. É isso aí... Deus é brasileiro.

O QUE A AMEIXEIRA NÃO VIU


O que as flores brancas não viram?
Quando peguei de leve em tua mão,
Quando os meus olhos fixaram nos seus,
Quando minha boca provou teu gosto,
Quando meu coração quase saltou do peito?

Será que elas não viram a maldade como inocência?
Ou não viram o desejo se tornando saudade?
Viram o homem voltando à adolescência?
Perderam o sonho se tornar realidade.

Não viram o sal da água que vertia em teu olhar
Quando de sombras teu presente se enchia,
Nem o suspiro ritmado do teu hálito
Quando teu lábio, em frenesi, intumescia.

Não viram teu rigor sereno e belo,
Quando em palavras assustadas despedia,
Não viram teu abraço quente e terno,
Quando da loucura de deixar-me esquecia.

Não viram quando o frio da madrugada 
Testemunhou o coração que se partia
Por um amor que há muito tempo sufocava
Em fugas e cartas, ao recordar, se consumia.

Mas também perderam cada sorriso,
Que surgia sem censura,
Em palavras desenhadas em nosso vidro,
De carinho e de ternura.

E aquela manhã de um dia santo,
Por que não viste, Ameixeira doce e bela?
Ah, como foi bom recordar da flor branca,
Que ao beijo escondido serviu de tela.



Créditos da imagem: www.viveiroipe.com.br

quarta-feira, 8 de junho de 2016

USE CAMISINHA

O cenário político do país anda cada vez mais instável. Isso acaba trazendo este assunto para as rodas de conversas informais entre amigos, seja de trabalho, faculdade, futebol de fim de semana, cervejinha no bar e etc. Todo lugar se tornou propício para debater sobre o futuro da nação. As conversas são sempre recheadas de clichês e reprodução de frases de efeitos, mas vez por outra surgem questões interessantes que não podem ser deixadas de lado.

Em 1994, o compositor baiano Carlinhos Brown lançava um hit de carnaval que acabou sendo entoado, inclusive, em propagandas do Ministério da Saúde. A música se chama “Camisinha”. A ideia do autor e das autoridades era estimular o uso do preservativo masculino como método contraceptivo e como prevenção contra doenças sexualmente transmissíveis, sendo a AIDS a mais importante.

Naquela época, diversas propagandas sobre sexo seguro e o estímulo da camisinha eram transmitidas na televisão em todos os horários. Não eram propagandas ofensivas, mas muitas pessoas questionavam se aquele tipo de propaganda estaria ou não estimulando a prática sexual entre indivíduos cada vez mais jovens.

Aliadas a essas propagandas, diversos programas de planejamento familiar eram divulgados em outdoors pelas cidades, estimulando as famílias a praticarem o sexo seguro e procurarem assistentes sociais para fazer o seu planejamento familiar.

Por que este assunto surgiu de uma conversa sobre política? O fato é simples. Os últimos governos nacionais se elegeram através de programas assistenciais destinados as classes mais baixas da população. Eles “patentearam” estes programas e produziram tantas propagandas sobre a “distribuição de renda” que com a ameaça a perda do poder, fez com que eles difundissem a ideia de que era uma revolução dos mais abastados para cortar estes programas. O problema é que a classe menos favorecida comprou esta ideia e daí então foi implantada uma luta de classes econômicas dentro do nosso país.

Foi neste cenário que surgiu a dúvida: se tantos saíram da miséria, como que ainda vemos tantos miseráveis habitando as ruas das nossas cidades, nos campos, nos lugares mais afastados, em suma, por todo o país. Foi nessa que aconteceu o insight. Há muito tempo que não se vê outdoors de planejamento familiar pelas ruas da cidade.

De certa forma, o planejamento familiar foi deixado de lado por estes governos. Propagandas de preservativos são somente de caráter privado, por ação de marketing das empresas fabricantes. O Ministério da Saúde simplesmente abandonou a ampla divulgação de controle contra a AIDS.


O que acontece é que a miséria dá muitos votos. É só dar migalhas aos menos favorecidos e eles certamente lhe darão o voto deles. E porque acabar com quem te elege? Sim, vamos “tirar milhões” da miséria, mas outros milhões permanecerão lá para poder lhes eleger. A equação é simples: acaba-se com todo e qualquer estímulo ao planejamento familiar, a população mais carente têm uma explosão demográfica, tira-se parte desta da miséria, mas haverá muitos outros “novos miseráveis” em seus lugares. Em suma, a melhor forma de acabar com esse descaso político é estimular o uso da camisinha. 

terça-feira, 7 de junho de 2016

EDUCAÇÃO

Falar sobre educação é se arriscar a falar de um tema que divide opiniões. Não no sentido do seu valor, uma vez que isso é indiscutível, mas sim no sentido de como a educação deve ser ministrada, principalmente para os mais jovens. Gosto muito de conversar sobre este tema, pois sou apaixonado pela área.
Não restam dúvidas de que a educação é o único caminho viável para atingirmos uma sociedade ideal como desejamos. Claro que a sociedade ideal também é variável para cada indivíduo, mas eu me refiro a uma sociedade utópica em sentido comum, como uma sociedade de baixa ou nula criminalidade, alfabetização em níveis elevados, avanços científicos em todas as áreas e, principalmente, civilidade.


Mas eu tenho uma visão de educação que hoje em dia não é muito cultuada em nosso país, para não dizer que é abominada, principalmente nas elites acadêmicas. Para mim, o conceito de educação sempre deve vir atrelado a outro conceito muito importante que é a disciplina.
Na minha humilde opinião, acho que os educadores brasileiros tentam separar estes dois conceitos de forma equivocada. Vivemos numa sociedade exageradamente permissiva. Nada contra a liberdade de expressão e opinião, até porque lanço mão delas no meu blog, mas acredito que nosso país estimula muito a uma liberdade inconsequente. E isso tem reflexo direto dentro de nossas salas de aula.
Não precisamos fazer uma pesquisa muito refinada para encontrar casos e mais casos diários de violência dentro das salas de aula, principalmente de alunos contra professores. E, a meu ver, isto é um absurdo. Não tolero pais que ao receberem uma queixa do filho de que o professor tirou seu celular na sala de aula, ou deu-lhe uma nota baixa, ou chamou sua atenção porque estava fazendo bagunça, se dirigem até a escola para questionar o professor sobre esta atitude.
A nossa constituição ao abordar a educação afirma de forma clara que a educação é um dever do Estado e da família. Ora, que papel cumpre em relação a educação um pai que tira a autoridade do professor em relação ao seu filho porque ele chamou a atenção do seu rebento? Que papel um pai que ainda acha que esta certo um filho que agrediu o professor tem em relação a educação?
Acredito que os pais tem que incentivar e construir uma imagem santificada (sim, santificada) do professor. O professor tem que ser visto como a autoridade que é, pois todos os profissionais da nação aprenderam com eles. O futuro da sociedade depende deles. E eu não vejo a mínima possibilidade de uma nação evoluir com a desconstrução da figura do professor.
Então, eu acredito sim que a educação deve ser ministrada juntamente com o conceito de disciplina. O aluno deve aprender que tem hora certa para chegar a aula, que tem que levar o material correto, que tem que fazer suas tarefas domiciliares, que tem que estudar para tirar boas notas e que devem respeitar o professor. Não acredito nesta balela de que o aluno tem que ter a liberdade de construir seu conhecimento desmerecendo a figura do professor, xingando seus mestres, ofendendo a pessoa que está a frente dele para passar-lhe conhecimento. Mas, infelizmente, estamos numa sociedade que incentiva isto. Não existem punições exemplares (nada físico, por favor) para o aluno que agride ou ofende professor. Os pais já não se importam com a atitude dos seus filhos em sala de aula. A maioria dos pais já nem frequentam mais as reuniões de pais e mestres, e quando frequentam é para depreciar ainda mais os professores.
Gosto muito de observar e pesquisar sobre matérias que tratam do ensino no oriente ou nos países europeus não latinos. E é abismal a diferença de comportamento dos alunos destes países comparados com os do Brasil.

Então, eu acredito que esteja na hora da escola não só ensinar como cobrar a disciplina do aluno. E eu acredito mais ainda que os pais tenham que se unir com os professores para poder levar esta mentalidade à frente. Pois só com uma educação com disciplina é que construiremos um país forte e uma sociedade equilibrada.

segunda-feira, 6 de junho de 2016

CORRIDA DE RUA

Neste fim de semana participei do meu primeiro evento de corrida de rua. Foi uma corrida de rua na cidade de Campinas-SP, um evento muito bem estruturado e com participação de pessoas de diversas faixas etárias. Eu tenho o costume de correr há algum tempo já, mas como evento de corrida de rua foi a minha primeira experiência e confesso que gostei.
Achei interessante compartilhar parte desta experiência, pois eu acredito que muita gente ainda tem certo preconceito com esta atividade. Talvez a palavra certa nem seja preconceito. Talvez a verdade seja que estamos num país que incentiva um único esporte. Às vezes, meio que de forma forçada, ainda vemos um incentivo ou outro ao basquete, ao vôlei, mas são situações tão isoladas e frias, que pouca relevância atinge dentro da população.
Mas um amigo meu que também participou e já tem certa experiência em corridas de rua, afirmou que estes tipos de eventos têm crescido bastante, principalmente as corridas noturnas como foi a deste fim de semana. E, segundo ele, é pelo fato de que é um evento “família”, que agrega as pessoas e tem a mesma característica de lazer do que ir pra uma festa ou um cinema. Acabei concordando com ele. Eu tinha sérias dúvidas se conseguiria completar o percurso correndo, mas após a chegada a vontade era de continuar correndo mais e mais. E o mais bacana foi o pós-evento. Diversos painéis, música boa, uma vibe muito alto astral.
Hoje eu estou aqui já sentindo saudades e ansioso pelo próximo evento. Recomendo a todos a participação nestas corridas. Não só pela saúde, que é o mais importante, mas porque é uma excelente oportunidade de unir a família, os amigos, de fazer novas amizades e de conhecer novos lugares. Sei que a maior parte destes eventos é pago, mas existem opções em conta para participar. Basta procurar no lugar certo. Como sugestões, eu recomendaria o site da Ativo.com e do Runner Brasil. Lá tem diversos eventos em várias partes do país.

Para aqueles que já correm, fica aqui a dica e a gratidão por agora poder participar deste mundo das corridas de rua. E para aqueles que ainda não participaram, fica aqui meu incentivo. É impossível não gostar. 

O que é Riqueza? - Parte 2

No post anterior, tentamos refletir acerca da riqueza e sua subjetividade. Também abordamos muito superficialmente do porquê devemos evit...