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| (http://in-justicabrasileira.blogspot.com.br/p/frases-sobre-justica.html) |
Quem acompanha os
noticiários diariamente pode observar que aumentou sensivelmente o número de
casos de crianças mortas em conflito direto com os órgãos de segurança pública.
São casos, geralmente, de grande repercussão e que acabam ganhando grande importância
na mídia sensacionalista que, quase sempre, decreta o veredito contra as
instituições de segurança antes mesmo que qualquer laudo técnico seja emitido.
Mas não quero discutir as polêmicas coberturas e a questão do certo ou errado.
O que chama muito a
atenção nestes casos é a total conivência dos pais com o comportamento errático
dos filhos. A declaração de uma das mães foi a síntese de todo o pensamento:
“Eu sabia que meu filho andava com más companhias. Mas isso não justifica ele ser
morto”! Concordo com esta senhora em relação à pena capital e me compadeço de
sua dor. Mas ela dizer abertamente que tinha conhecimento que o filho andava em
más companhias? Há algo de errado no paraíso, senhores!
Em que tipo de
sociedade vivemos em que uma mãe é complacente com as atitudes delinquentes de
seu filho? Em que momento a humanidade perdeu seu senso de criação de suas
crianças? Como pode uma mãe simplesmente assumir que tinha conhecimento das
condutas erráticas do filho e não ter tomado nenhuma atitude? Por que não
coibiu tais atitudes?
A verdade,
desculpem-me os que pensam o contrário, é que vivemos uma atualidade de pais
lenientes com seus filhos. Isto se reflete em leis e mais leis polêmicas como a
da palmada. Isso se reflete na sala de aula (vide post Educação) onde os
pais reprimem professores que são mais rigorosos, sejam nos estudos ou na forma
de cobrar a disciplina em sala. Tornamos-nos uma sociedade anticorreção! Aos
poucos estamos caminhando para a proibição de ensinar o certo ou errado à
criança. Deixá-la descobrir por si só o conceito de certo errado. O puro e
utópico construtivismo! E enquanto isto crianças aderem ao tráfico, ao consumo
de entorpecentes, às quadrilhas, cometendo ilícitos de toda a ordem sem
qualquer forma de punibilidade. E os pais em seu refúgio legal, lenientes de
tal forma, que expõem toda sociedade ao risco! E não há leis que punam estes
pais por sua inércia!
Somado a isto temos
uma sociedade com sérias tendências anárquicas. Um povo que não liga para a
polícia para informar que o vizinho está sendo assaltado, mas que ao ver uma
abordagem policial, logo retira seu aparelho celular para gravar a ação de
forma a coibir possíveis abusos! Viramos uma sociedade antipolícia! E esperamos
realmente nos tornarmos uma civilização um dia com esta atitude?
A verdade é que o
problema da violência em nosso país é caseiro. Seja na forma como criamos
nossos filhos, seja na forma como aceitamos de bom grado as manchetes
tendenciosas, seja com nossa inércia diante dos verdadeiros criminosos e nossa
forma de julgar quem se arrisca para nos proteger. A verdade é que, em
diferentes graus, todos somos cúmplices deste estado de guerra em que vivemos.

Podemos constatar que a maioria das mazelas sociais desse país têm sua origem da falta de educação e na precariedade da formação do indivíduo. As famílias estão cada vez mais omissas e coniventes com a delinquência dos filhos. Paralelamente, as leis cada vez mais obsoletas e permissivas que favorecem o crime.
ResponderExcluirExatamente isto. Isto é fruto de uma inversão de valores que tem ocorrido no seio da sociedade incentivado pela grande mídia.
ExcluirObrigado pela visita!