quinta-feira, 30 de junho de 2016

Matemática Política Brasileira


Quando ouvimos um político qualquer anunciar que será destinado um valor X ao combate de alguma coisa, algumas certezas nos vem à mente.

1. Perderemos o combate;
2. Apenas 1/5 de X chegará ao seu destino;
3. Metade de X será usada com publicidade e propaganda;
4. Sempre haverá uma parcela da sociedade que acredita na propaganda de X e que realmente estamos ganhando;
5. Seu professor de história vai dizer que a culpa do fracasso do Programa é do período militar;
6. A sociedade assistirá inerte aos desvios;
7. Os políticos opositores vão criticar o autor do combate, mas vão dizer que foi uma iniciativa interessante e que deve ser mantida, caso eleitos;
8. O combate precisará de mais dinheiro em menos de um ano e o valor saltará de X para 10X;
9. O combate caíra no esquecimento sem que o programa seja extinto; e
10. O Político, ou seu aliado, será reeleito nas próximas eleições.

quarta-feira, 29 de junho de 2016

VIOLÊNCIA CASEIRA

(http://in-justicabrasileira.blogspot.com.br/p/frases-sobre-justica.html)

Quem acompanha os noticiários diariamente pode observar que aumentou sensivelmente o número de casos de crianças mortas em conflito direto com os órgãos de segurança pública. São casos, geralmente, de grande repercussão e que acabam ganhando grande importância na mídia sensacionalista que, quase sempre, decreta o veredito contra as instituições de segurança antes mesmo que qualquer laudo técnico seja emitido. Mas não quero discutir as polêmicas coberturas e a questão do certo ou errado.
O que chama muito a atenção nestes casos é a total conivência dos pais com o comportamento errático dos filhos. A declaração de uma das mães foi a síntese de todo o pensamento: “Eu sabia que meu filho andava com más companhias. Mas isso não justifica ele ser morto”! Concordo com esta senhora em relação à pena capital e me compadeço de sua dor. Mas ela dizer abertamente que tinha conhecimento que o filho andava em más companhias? Há algo de errado no paraíso, senhores!
Em que tipo de sociedade vivemos em que uma mãe é complacente com as atitudes delinquentes de seu filho? Em que momento a humanidade perdeu seu senso de criação de suas crianças? Como pode uma mãe simplesmente assumir que tinha conhecimento das condutas erráticas do filho e não ter tomado nenhuma atitude? Por que não coibiu tais atitudes?
A verdade, desculpem-me os que pensam o contrário, é que vivemos uma atualidade de pais lenientes com seus filhos. Isto se reflete em leis e mais leis polêmicas como a da palmada. Isso se reflete na sala de aula (vide post Educação) onde os pais reprimem professores que são mais rigorosos, sejam nos estudos ou na forma de cobrar a disciplina em sala. Tornamos-nos uma sociedade anticorreção! Aos poucos estamos caminhando para a proibição de ensinar o certo ou errado à criança. Deixá-la descobrir por si só o conceito de certo errado. O puro e utópico construtivismo! E enquanto isto crianças aderem ao tráfico, ao consumo de entorpecentes, às quadrilhas, cometendo ilícitos de toda a ordem sem qualquer forma de punibilidade. E os pais em seu refúgio legal, lenientes de tal forma, que expõem toda sociedade ao risco! E não há leis que punam estes pais por sua inércia!
Somado a isto temos uma sociedade com sérias tendências anárquicas. Um povo que não liga para a polícia para informar que o vizinho está sendo assaltado, mas que ao ver uma abordagem policial, logo retira seu aparelho celular para gravar a ação de forma a coibir possíveis abusos! Viramos uma sociedade antipolícia! E esperamos realmente nos tornarmos uma civilização um dia com esta atitude?
A verdade é que o problema da violência em nosso país é caseiro. Seja na forma como criamos nossos filhos, seja na forma como aceitamos de bom grado as manchetes tendenciosas, seja com nossa inércia diante dos verdadeiros criminosos e nossa forma de julgar quem se arrisca para nos proteger. A verdade é que, em diferentes graus, todos somos cúmplices deste estado de guerra em que vivemos.

quarta-feira, 22 de junho de 2016

POR QUE ODIAR LEGIÃO SE TORNOU UMA MODINHA BIZARRA?

Eu já desconfiava há algum tempo, mas esta manhã, navegando pelo mundo cibernético eu pude constatar de vez esta situação: virou MODINHA odiar a Legião Urbana! Eu como sempre acho que isto nada mais é do que fruto de nossa educação e valores totalmente deturpados e de uma juventude alienada.
As pessoas que pregam este ódio tem hoje entre 16 e 25 anos. São pessoas que em sua maioria nasceram após a morte do Renato Russo e, por consequência, o fim da banda, ou que tinham apenas 6 anos quando isto aconteceu. Logo, não tinham a menor consciência do que de fato significou a Legião Urbana. Não que eu seja muito mais velho, mas quando Renato Russo faleceu eu tinha uma idade que já sabia ao menos o que era música. Claro que este ódio e sua propagação não estão limitados a esta faixa etária. Toda banda terá admiradores fanáticos, admiradores circunstanciais e os questionadores de carteirinha. Mas, das bandas de rock nacional, uma das poucas, para não dizer a única, que conseguiu caminhar livremente pelo meio do rock mundial sem ganhar grandes questionamentos foi a Legião Urbana.
Ir à qualquer show de rock com camisa dessa banda nunca gerou problemas ou questionamentos. Mas acho que a geração de hoje não sabe muito bem o que é isto. Poucos ambientes são especializados em Rock. Curtir rock no mesmo barzinho que toca sertanejo é como ir assistir futebol num estádio de beisebol; você vai assistir, vai gostar, mas o lugar nunca vai ter a forma e a mesma atmosfera que um estádio próprio para isto. Então não! Grande parte desta geração só conhece rock em baladinhas de pegação que nas suas sextas contratam uma bandinha de rock “meia boca” porque o cachê é menor do que as de sertenejo e de pagode, pois não “está na moda” ouvir rock!
Outro ponto é: quais as referências de rock nacional hoje? Detonautas? Nx Zero? Pitty?(??????????) Desculpa, mas não tem! As boas e poucas bandas nacionais não chegam ao conhecimento do grande público! Muito diferente dos anos 80/90 onde ao menos 7 ou 8 bandas e cantores nacionais se destacavam neste gênero.
E por que este ódio? Letras ruins? Não acredito que seja este o ponto. A pessoa pode até não gostar do sofrimento excessivo em algumas das letras, mas daí a dizer que são ruins? Me poupe! Sonoridade da banda? Cara, a banda teve seus momentos não muito bons, mas sempre caminhou com tranquilidade pelos diversos estilos sem perder a batida. Atitude do cantor? Pior do que o outro que faz apologia às drogas?
É difícil dizer o que move esta modinha com precisão. Mas sou do tempo que músicas da Legião eram textos de vestibular. As pessoas usavam trechos para por em carta (algum jovem de hoje escreve isto?) para a namorada, namorado, amiga, amigo, sei lá mais quem. E hoje? Hoje as pessoas colocam trechos do Charlie Brown Jr (nada contra, mas não há comparações)? Então, na boa, se você não curte Legião, é um direito seu. Mas baixa a bola. Fala que não gosta e ponto. Mas falar que a banda é uma merda fica feio pra você, pois mostra que você não passa de um modinha! Mas na boa… não espero muito de uma geração cuja referência de letrista é o Marcelo D2. Falar o que depois disto? 

terça-feira, 21 de junho de 2016

5 ÁLBUNS QUE TODO NOVO ROCKEIRO DEVE CONHECER

Há quem diga que não se torna Rockeiro, mas que O Rockeiro nasce Rockeiro! Mas nós vivemos em um país onde o mercado musical é voltado quase que totalmente para gêneros musicais mais de momento. Hora é o pagode, hora é o axé e, no momento, é o sertanejo. Ligar na rádio e conseguir ouvir um rock é tarefa quase impossível, principalmente para quem está longe dos grandes centros. Refiro-me a qualquer tipo de Rock, seja Metal, Heavy Metal, Blues Rock, Garage Rock, Grunge, Foll Rock e todos os demais gêneros.
Nesta dificuldade, aquela pessoa que não tem o livre acesso ao rock nas rádios pode sentir alguma dificuldade em conhecer, admirar e poder escolher o rock como gênero de preferência. Desta forma, acabam conhecendo o rock como um gênero barulhento, pura gritaria, coisa do diabo, entre outras coisas que todos já devem ter ouvido. Mas essas mesmas pessoas adoram Patience, Sweet Child o´mine, It´s my life, Smells Like Teen Spirit, Hotel California, Wild of Change, entre outras tantas músicas que muito raramente uma rádio ou outra toca em sua programação.
Para estes que conhecem uma ou outra música, que geralmente conhecem apenas a música mais famosa de cada banda e ainda assim chama rock de gritaria, separei 5 álbuns que podem ajudar a conhecer um pouco mais de cada gênero e a apurar o gosto pelo rock. Não selecionei o melhor álbum de cada banda. Procurei colocar músicas que agradem mais ao ouvido de quem não está acostumado com o mundo do rock. Espero que curtam.



Álbum: NEVERMIND
Banda: Nirvana
Ano: 1991
Este álbum grunge é considerado como um dos melhores álbuns de todos os tempos pela revista Rolling Stone. Músicas que alternam momentos mais balados e mais agressivos serviram de inspiração para muitas bandas que vieram depois. Para quem está iniciando como ouvinte do rock vai servir como base para conhecer mais desse estilo que acabou servindo de base para vários outros.




Álbum: TEN
Banda: Pearl Jam
Ano: 1991
Pense assim: os caras lançam o primeiro álbum da banda. E já no primeiro álbum emplacam suas melhores músicas e que sempre serão pedidas em todos os shows. Está aí. Essa banda agrada à todos. Dificilmente alguém encontrará um rockeiro que não goste de Pearl Jam e das músicas deste álbum.




Álbum: S&M (Symphony & Metallica)
Banda: Metallica
Ano: 1999

Este eu resolvi arriscar. A banda é de metal/heavy metal. Prato cheio pra chamarem de puro barulho e gritaria. Mas daí os caras colocam a banda junto com uma orquestra. Resultado: um dos melhores shows de todos os tempos! A pessoa pode até não gostar de rock de jeito nenhum, mas se for amante de boa música, vai ser impossível não ouvir duas ou três músicas mais de 5 vezes para poder entender esta maravilha.



Álbum: Brothers in arms
Banda: Dire Straits
Ano: 1985

Este álbum merece entrar nesta lista porque traz duas das principais características desta banda britânica: certa semelhança com o country americano em parte de suas músicas e o uso, sempre bem encaixado, de solos de guitarra. Esta foi outra banda que inspirou muitas que vieram depois e merece muito ser mais conhecida por aqueles que estão conhecendo mais do rock.



Álbum: By The Way
Banda: Red Hot Chilli Peppers
Ano: 2002

RHCP é uma daquelas bandas que todo mundo gosta. Pode não ser a preferida, pode não ser a mais amada, ou ser, sei lá, mas uma coisa é certa: todo mundo conhece alguma música deles. Não escolhi o melhor álbum deles. Escolhi aquele álbum que é mais provável que um recém-ingresso no mundo do rock possa gostar. Músicas com variação de ritmo, horas agitadas, horas mais tranquilas, mas sempre com o velho jeito RHCP de ser.

O que é Riqueza? - Parte 2

No post anterior, tentamos refletir acerca da riqueza e sua subjetividade. Também abordamos muito superficialmente do porquê devemos evit...