sábado, 17 de dezembro de 2016

FINAL DE ANO

Final de ano chegou e o de sempre começa a acontecer: as pessoas passaram 329 dias reclamando da crise, mas no 1º de dezembro o comércio já estava abarrotado de pessoas comprando irracionalmente todo o tipo de produtos. Presentes, produtos para a ceia, roupas, mala de viagem, pacotes de viagens e tudo mais que estiver à venda e for peculiar à época do ano.
O consumismo é forte e desenfreado em nossa sociedade. Isto é inegável. Mas o mais engraçado de tudo é a forma como estimulamos este consumismo desde cedo. Quem tem criança em casa sabe que esta é uma época de muita alegria para pais, mães, avós, tios, primos... você resolve passear no centro da cidade ou num shopping qualquer com uma criança do lado. Você então cai na besteira de entrar na loja, acompanhado do pequeno ou da pequena. Nesse momento você descobre que não há limites para a imaginação da indústria de brinquedos no seu conteúdo apelativo.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

ÉTICA E CIDADANIA NAS RELAÇÕES DE INCLUSÃO

Por Elizabeth Lucchesi

Qualquer discussão sobre questões da inclusão social nos remete a valores subjacentes e à interrogação dos seus fundamentos, trazendo, portanto, a perspectiva da ética, enquanto uma reflexão crítica sobre os valores que orientam as ações e relações entre indivíduos e grupos no contexto social.

sábado, 10 de dezembro de 2016

A Falsa Lógica do Pensamento Positivo e a Demonização da Meritocracia

Tive a oportunidade de assistir nesta manhã um trecho de uma entrevista com o Professor Leandro Karnal onde ele afirma que acreditar que aquilo que você pensa acontece é inerente a duas classes de pessoas: as crianças e os esquizofrênicos. Assistindo ao restante do trecho se verifica a forma como ele questiona a imputabilidade das mazelas sociais aos indivíduos e não ao Estado.
Vivemos hoje em uma espécie de sociedade místico-ideológica onde somos levados a crer desde crianças que aquilo que nós imaginarmos se realizará. A mídia e os livros de autoajuda tentam nos condicionar a um pensamento positivo como único capaz de alterar nossa situação socioeconômica. O problema disto é a continuidade lógica do pensamento, como afirma o próprio Professor Karnal na entrevista, de que a partir do momento em que acreditamos que o indivíduo determina seu sucesso através de sua positividade de pensamento, estamos dizendo que as pessoas sem sucesso também são responsáveis, logo, estamos dizendo que o pobre é pobre porque quer.
Estamos imputando ao indivíduo problemas sociais que não cabem a ele resolver de forma isolada. Dizer que o grupo, a sociedade, o coletivo tem forças para alterar o curso da história é coerente, mas imputar ao indivíduo diretamente toda sorte de problemas que lhe ocorram é demasiadamente grave.
Mas o grande problema é que este pensamento está sendo difundido em ampla escala seja na mídia, seja na literatura de autoajuda. Em ambos somos levados a acreditar que podemos alterar toda e qualquer situação através unicamente de nossas atitudes e pensamentos. Isto é parcialmente verdade. E aqui cabe uma contrapartida: acreditar que as atitudes e pensamentos também são totalmente ineficazes é deturpar o conceito de meritocracia imputando a este próprio a causa do seu fracasso.
A verdade é que nem tanto nem tampouco. Hoje vivemos num país que se autodefine como democrático, mas com baixíssima liberdade econômica. No Brasil, a estimativa é que metade das empresas fechem as portas a cada 3 anos. Somos o país com a maior carga tributária do mundo, somando-se os impostos diretos e indiretos. Ocupamos a 116ª posição no ranking dos lugares mais fáceis para a abertura de empresas e a 120ª posição no ranking dos melhores lugares para negócios. A verdade é que nossa legislação para abertura de empresas é arcaica e complexa. Nossa burocracia desestimula e atrapalha o empreendedor. Estima-se ainda que o tempo médio para a abertura de uma empresa no Brasil chegue a mais de 100 dias!
Diante do cenário acima, como podemos dizer com ênfase que o Brasil é um país livre? Como podemos querer imputar ao individuo a responsabilidade por seu estado econômico? Mas este é o cenário ideal para a implantação da corrupção sistemática. Pega-se a meritocracia e tenta-se inserir em um contexto como o descrito acima; é muito provável que não vá dar certo. Depois que a meritocracia falhar pelas circunstâncias do sistema e não do conceito, leva-se ao grande público a ideia de que o principal causador das desigualdades é justamente esta meritocracia. E qual o próximo passo? Assistencialismo! Vende-se a ideia de que o assistencialismo é o salvador da pátria já que é impossível a mobilidade social e econômica dentro do Estado Brasileiro por “culpa dos mais ricos”. Daí faz-se a coisa que o brasileiro mais gosta: dá-se dinheiro a ele. Ele não pensa que receber R$ 300,00 do governo para assistência num país onde a cesta básica custa em média R$ 360,00 não vai tirá-lo da miséria.

A verdade é que estamos criando um país de “faz de conta” nos dois extremos. De um lado estamos incentivando o pensamento de que o individuo determina sua situação social unicamente através do seu pensamento, o que é ilusório, e do outro lado estamos inserindo a ideia de fracasso da meritocracia no Brasil para que possamos manter nossos programas assistencialistas. Como disse, nem tanto nem tampouco. O Brasil precisa urgente de uma reestruturação sistemática. O problema do Brasil é multifacetado. E enquanto acharmos que somos os únicos responsáveis pelo nosso sucesso ou que o sistema é o único responsável pelo nosso fracasso, jamais conseguiremos um pensamento coletivo forte o suficiente para mudar a sistemática atual. 

quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

Porto Feliz - SP

Eu moro numa cidade, cantinho do interior, num Porto que é Feliz, minha terra, berço de amor...”
Assim começa o poeta Emílio Fontana Filho em sua música “Minha Terra”. Porto Feliz é uma cidade de interior, em média 50.000 habitantes, entre São Paulo e Campinas, vizinha de Sorocaba e Itu. Hoje a característica da cidade mudou, porém história boa nunca se perde, e o que temos de mais valioso aqui é ela.
Tendo sido lema de nossa cidade por muito tempo: “Porto Feliz, nossa gente faz história”, a cidade possui pontos turísticos que são recheados de contos e encantos, como conta a música:

Partiram daqui bandeirantes, pras monções, pra Cuiabá.”


O que é Riqueza? - Parte 2

No post anterior, tentamos refletir acerca da riqueza e sua subjetividade. Também abordamos muito superficialmente do porquê devemos evit...