sábado, 31 de dezembro de 2016

FELIZ ANO NOVO

Já se tornou tradição fazer milhares de promessas que se tornarão piada no decorrer do ano que se inicia. Por isso, ao invés de prometer emagrecer, viajar pelo mundo inteiro, parar de comer porcaria, entre outras coisas, decidi traçar algumas metas mais filosóficas que, se forem cumpridas, certamente farão do meu ano mais feliz!

Metas para 2017:
- Me aproximar mais de Deus;
- Parar de perder oportunidades;
- Parar de lamentar as oportunidades perdidas;
- Viver o presente, aprender com o passado e construir o futuro;
- Pedir menos desculpas e dizer mais obrigado;
- Usar menos o futuro do pretérito e o subjuntivo e usar mais o futuro do presente;
- Somente esticar o dedo indicador para apertar o botão do elevador;
- Tomar menos atitudes autodestrutivas;
- Deixar ir o que faz mal e lutar mais pelo que me faz bem;
- Fazer menos inimizades e conservar mais os amigos;
- Cultivar menos lágrimas e semear mais sorrisos;
- Usar mais o silêncio como resposta;
- Tapar os ouvidos às críticas e abrir os ouvidos aos incentivos;
- Parar de fazer promessas; e
- Rejuvenescer a cada dia!

UM FELIZ 2017 A TODOS!

terça-feira, 27 de dezembro de 2016

Quem Acredita Sempre Alcança - Clichê Real


Por Bruna Francine
"Quem acredita sempre alcança", eita frase clichê não é mesmo? Quantas vezes te disseram isso? Quantas vezes disseste pra alguém? E quantas vezes de fato alcançaste?
Apesar de uma frase pronta muitas pessoas gostam de usa-la como meta na vida. Não porque basta acreditar, mas porque filosofar, acreditar no impossível, sonhar... são coisas que tornam a vida mais fácil. Já temos problemas demais pra ficar pensando que teremos que trabalhar muito pra ganhar dinheiro, ou suar muito pra ganhar uma competição esportiva. Não que estejamos tentando facilitar, mas ver de forma mais esperançosa faz com que tenhamos mais disposição para trabalhar e treinar, não estamos mascarando, como pode parecer, pelo contrário, estamos incentivando a nós mesmos. Mas é preciso que sejas realmente fiel. Que acredite e lute, trabalhe e treine. Se acreditar vier acompanhado do fazer, sempre conseguiremos o que queremos.
Se você tem um desejo alto lute por ele, não desista por pouco, não ouça os que dizem pra parar, e quanto mais difícil estiver lembre-se que nenhuma frase se torna clichê se não tiver sentido. Logo, esses incentivos devem ser repetidos como um mantra, e fidelizados por você.
Uma hora, sempre aparece resultado.
•"Se fosse fácil não teria graça".
• "Tudo no fim dá certo".
•"Se não deu certo é porque ainda não teve fim".
•"Podemos ser o que quisermos"

Sim! Isso tudo é verdade. Seja forte! Não deixe o mundo dizer não pra você. Diga não para o mundo. E siga em frente! Seja a diferença. Sonhe. Sue. Lute. Vai valer a pena.
Nunca vi alguém se arrepender de ter lutado pra chegar onde chegaram.
E nunca se esqueça dessa: "só fracassa quem não tenta", e mentalize de forma que você possa tornar essa real: "Quem acredita sempre alcança".



Bruna Francine é estudante de direito, mãe, bailarina, escritora e autora do Blog Jovens Mães.

terça-feira, 20 de dezembro de 2016

AS DORES NOSSAS DE CADA DIA

O fato de as dores se revezarem torna a vida suportável.


Por Elizabeth Lucchesi

Escrever sobre as dores certamente não é lá algo muito criativo, admito.
Quem se atreve a enveredar nessas dores, provavelmente está doído ou no mínimo, convalescendo. Pois, alguém saudavelmente feliz, não haverá de se lembrar das benditas dores.
Shakespeare já dizia que todo mundo é capaz de suportar uma dor, menos quem a sente; fato. Decididamente nós, pobres mortais, não fomos feitos para sentir dor. Taí uma coisa que faz mal, que incomoda e desequilibra. Sentir dor, definitivamente é algo além de nossas tolerâncias. Falo por mim: não sei lidar com a maldita dor. Fico completamente desajustada quando elas resolvem me infernizar.
As dores físicas são um martírio; algumas doem tanto que pedimos para morrer. Graças a Deus, com o avanço cada dia mais eficaz da ciência, a medicina tem feito milagres com relação à produção de drogas que curam e aliviam as dores. Para nossa alegria e tranqüilidade.
Porém meus amigos, existe outro tipo de dor que com o perdão da palavra, derruba qualquer cristão: são as dores da alma.
Para essas, não há ungüento, quebranto, magia ou alquimia que resolva. Doem, mas doem tanto que não pedimos a morte, já nos sentimos mortos de fato.  Ai, não tem jeito: o forte vira covarde, o vaidoso perde o rebolado, o durão vira menino. Nesse momento, somos todos farinha do mesmo saco.
Dor é dor, aqui, em Paris ou na Cochinchina; e não existe isso de dor maior ou dor menor: dor é dor e pronto. A dor não tem idade, sexo, etnia, nem condição social. É dor para rico e para pobre. E não adianta tentar se prevenir, porque a danada chega sem mandar aviso ou comunicado; chega, se instala, se esparrama e nem Deus sabe até quando ficará. A fulana é voluntariosa: só vai embora quando quer e também não se despede. Por isso, de nada vale tentar abreviá-la ou prolongá-la.
A dor não vem com bula anexa: cada qual sente à sua maneira; cada um tem seu jeito de lidar com ela. E para cada um, existem efeitos colaterais diferentes. Por isso, não existem fórmulas certas, receitas, conselhos ou similares.
A dor é tão subjetiva quanto a natureza humana; em cada um ela age de forma diferente. Assim como cada um sente e reage de forma muito peculiar.  Uns preferem se isolar e chorar suas dores em reclusão; já outros, apelam para a companhia e consolo de outrem. Por isso, não adianta os palpiteiros de plantão tentarem encontrar soluções ou maneiras de encarar e conviver para as dores alheias.  
Dizem que a dor humaniza, mas isso não é regra. Há pessoas que endurecem muito com o passar do tempo, pelas dores sofridas; algumas esquecem tão rápido que nem parece que foi dor. Há ainda aquelas que levam uma vida inteira para esquecer.
Penso que o ideal é deixar que doam até se esgotarem; e choremos, porque as lágrimas aliviam e lavam a alma, além de lubrificar os olhos.
Dor não dura para sempre; chega um dia em que acordamos e percebemos que já não dói tanto assim. Sentimos ainda aquela pontinha de nada, como se estivesse arranhando, mas um belo dia, pronto. Já nem incomoda mais.
Nesse caso, temos a ajuda terapêutica do tempo, que com sua sabedoria, calma e precisão, vai transformando aquela dor em lembrança, mesmo que desagradável.
De repente, nos pegamos rindo novamente, leves e fagueiros. Certas dores deixam cicatrizes feias, que machucam durante muito tempo quando tocadas. Outras são tão pequenas e imperceptíveis que nem incomodam.
Pronto: respiramos aliviados, convictos de que estamos imunizados, que aprendemos o suficiente. Ledo engano: ainda não inventaram a vacina contra elas; as dores sempre voltam e nunca são iguais. As causas podem ser até parecidas, mas doem diferente. E, acreditem, sempre estaremos desprevenidos e despreparados para elas.
Enfim, são as dores nossas de cada dia. Vão e voltam, na dinâmica dessa maravilha chamada Vida. Viver dói, mas é bom demais!!!

Elizabeth Lucchesi
Pedagoga, Escritora e Poetisa.

Autora do blog Palavras Singulares

sábado, 17 de dezembro de 2016

FINAL DE ANO

Final de ano chegou e o de sempre começa a acontecer: as pessoas passaram 329 dias reclamando da crise, mas no 1º de dezembro o comércio já estava abarrotado de pessoas comprando irracionalmente todo o tipo de produtos. Presentes, produtos para a ceia, roupas, mala de viagem, pacotes de viagens e tudo mais que estiver à venda e for peculiar à época do ano.
O consumismo é forte e desenfreado em nossa sociedade. Isto é inegável. Mas o mais engraçado de tudo é a forma como estimulamos este consumismo desde cedo. Quem tem criança em casa sabe que esta é uma época de muita alegria para pais, mães, avós, tios, primos... você resolve passear no centro da cidade ou num shopping qualquer com uma criança do lado. Você então cai na besteira de entrar na loja, acompanhado do pequeno ou da pequena. Nesse momento você descobre que não há limites para a imaginação da indústria de brinquedos no seu conteúdo apelativo.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

ÉTICA E CIDADANIA NAS RELAÇÕES DE INCLUSÃO

Por Elizabeth Lucchesi

Qualquer discussão sobre questões da inclusão social nos remete a valores subjacentes e à interrogação dos seus fundamentos, trazendo, portanto, a perspectiva da ética, enquanto uma reflexão crítica sobre os valores que orientam as ações e relações entre indivíduos e grupos no contexto social.

sábado, 10 de dezembro de 2016

A Falsa Lógica do Pensamento Positivo e a Demonização da Meritocracia

Tive a oportunidade de assistir nesta manhã um trecho de uma entrevista com o Professor Leandro Karnal onde ele afirma que acreditar que aquilo que você pensa acontece é inerente a duas classes de pessoas: as crianças e os esquizofrênicos. Assistindo ao restante do trecho se verifica a forma como ele questiona a imputabilidade das mazelas sociais aos indivíduos e não ao Estado.
Vivemos hoje em uma espécie de sociedade místico-ideológica onde somos levados a crer desde crianças que aquilo que nós imaginarmos se realizará. A mídia e os livros de autoajuda tentam nos condicionar a um pensamento positivo como único capaz de alterar nossa situação socioeconômica. O problema disto é a continuidade lógica do pensamento, como afirma o próprio Professor Karnal na entrevista, de que a partir do momento em que acreditamos que o indivíduo determina seu sucesso através de sua positividade de pensamento, estamos dizendo que as pessoas sem sucesso também são responsáveis, logo, estamos dizendo que o pobre é pobre porque quer.
Estamos imputando ao indivíduo problemas sociais que não cabem a ele resolver de forma isolada. Dizer que o grupo, a sociedade, o coletivo tem forças para alterar o curso da história é coerente, mas imputar ao indivíduo diretamente toda sorte de problemas que lhe ocorram é demasiadamente grave.
Mas o grande problema é que este pensamento está sendo difundido em ampla escala seja na mídia, seja na literatura de autoajuda. Em ambos somos levados a acreditar que podemos alterar toda e qualquer situação através unicamente de nossas atitudes e pensamentos. Isto é parcialmente verdade. E aqui cabe uma contrapartida: acreditar que as atitudes e pensamentos também são totalmente ineficazes é deturpar o conceito de meritocracia imputando a este próprio a causa do seu fracasso.
A verdade é que nem tanto nem tampouco. Hoje vivemos num país que se autodefine como democrático, mas com baixíssima liberdade econômica. No Brasil, a estimativa é que metade das empresas fechem as portas a cada 3 anos. Somos o país com a maior carga tributária do mundo, somando-se os impostos diretos e indiretos. Ocupamos a 116ª posição no ranking dos lugares mais fáceis para a abertura de empresas e a 120ª posição no ranking dos melhores lugares para negócios. A verdade é que nossa legislação para abertura de empresas é arcaica e complexa. Nossa burocracia desestimula e atrapalha o empreendedor. Estima-se ainda que o tempo médio para a abertura de uma empresa no Brasil chegue a mais de 100 dias!
Diante do cenário acima, como podemos dizer com ênfase que o Brasil é um país livre? Como podemos querer imputar ao individuo a responsabilidade por seu estado econômico? Mas este é o cenário ideal para a implantação da corrupção sistemática. Pega-se a meritocracia e tenta-se inserir em um contexto como o descrito acima; é muito provável que não vá dar certo. Depois que a meritocracia falhar pelas circunstâncias do sistema e não do conceito, leva-se ao grande público a ideia de que o principal causador das desigualdades é justamente esta meritocracia. E qual o próximo passo? Assistencialismo! Vende-se a ideia de que o assistencialismo é o salvador da pátria já que é impossível a mobilidade social e econômica dentro do Estado Brasileiro por “culpa dos mais ricos”. Daí faz-se a coisa que o brasileiro mais gosta: dá-se dinheiro a ele. Ele não pensa que receber R$ 300,00 do governo para assistência num país onde a cesta básica custa em média R$ 360,00 não vai tirá-lo da miséria.

A verdade é que estamos criando um país de “faz de conta” nos dois extremos. De um lado estamos incentivando o pensamento de que o individuo determina sua situação social unicamente através do seu pensamento, o que é ilusório, e do outro lado estamos inserindo a ideia de fracasso da meritocracia no Brasil para que possamos manter nossos programas assistencialistas. Como disse, nem tanto nem tampouco. O Brasil precisa urgente de uma reestruturação sistemática. O problema do Brasil é multifacetado. E enquanto acharmos que somos os únicos responsáveis pelo nosso sucesso ou que o sistema é o único responsável pelo nosso fracasso, jamais conseguiremos um pensamento coletivo forte o suficiente para mudar a sistemática atual. 

quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

Porto Feliz - SP

Eu moro numa cidade, cantinho do interior, num Porto que é Feliz, minha terra, berço de amor...”
Assim começa o poeta Emílio Fontana Filho em sua música “Minha Terra”. Porto Feliz é uma cidade de interior, em média 50.000 habitantes, entre São Paulo e Campinas, vizinha de Sorocaba e Itu. Hoje a característica da cidade mudou, porém história boa nunca se perde, e o que temos de mais valioso aqui é ela.
Tendo sido lema de nossa cidade por muito tempo: “Porto Feliz, nossa gente faz história”, a cidade possui pontos turísticos que são recheados de contos e encantos, como conta a música:

Partiram daqui bandeirantes, pras monções, pra Cuiabá.”


O que é Riqueza? - Parte 2

No post anterior, tentamos refletir acerca da riqueza e sua subjetividade. Também abordamos muito superficialmente do porquê devemos evit...