Esta obra traz a
história da personagem Panelope Keeling. Ao se ver acometida por um problema de
saúde, Penelope descobre que as pinturas de seu pai, um artista promissor, mas
pouco reconhecido quando vivo, foram valorizadas ao longo do tempo e passaram a
valer uma pequena fortuna. Entre conversas e afrontas com os filhos
interessados no valor das obras, Penelope começa a relembrar toda sua vida em mínimos
detalhes.
Nos intervalos entre
seus devaneios, Penelope encara o desafio entre viver o resto da sua vida tentando
agradar aos filhos ou viver sua própria vida de forma independente. As escolhas
da protagonista são desafiadoras e colocam o leitor em diferentes posições
durante a obra. Em determinados momentos Penelope será uma princesa pela qual
torcemos e em outros momentos o leitor sentirá um ligeiro desconforto em
relação a ela.
IMPRESSÃO SOBRE A OBRA
Estaria sendo
mentiroso se dissesse que é uma obra de fácil leitura. À medida que se avança
na história, mais se percebe o quão detalhista é a autora. Rosamunde Pilcher é,
em certos momentos da obra, excessivamente descritiva. O lado positivo disto é
que em dados momentos o leitor se sente dentro do ambiente descrito. Eu
particularmente prefiro livros mais dinâmicos com menos descrições. Mas não dá
para chamar a obra de chata de maneira alguma. Os acontecimentos prendem o
leitor a cada palavra. Cada parágrafo é uma nova surpresa e cada página
desperta um sentimento diferente de forma que o leitor se sente interagindo com
a história.
Para quem gosta de um
romance mais clássico, com duras pitadas de realismo, essa obra é altamente
recomendada.
Espero que gostem da
obra. Se já leram e tem alguma impressão a passar, compartilhe conosco. Se
tiverem alguma obra a compartilhar, ficaremos muito satisfeitos. Abração!

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