domingo, 25 de setembro de 2016

X-MEN: Apocalipse - Opinião



Como diria o Deadpool “Qual (professor)? Patrick Stewart ou James McAvoy? Porque a cronologia de vocês é muito confusa”. Este é o exato pensamento que os fãs mais atentos (chatos) podem ter ao assistir este longa. A cronologia já foi e já voltou tantas vezes que os roteiristas “passam batidos” em determinados momentos. É como se cada filme fosse independente, mesmo que o próprio enredo mostre que não, e com isso eles deixam escapar alguns detalhes.
Mas como um todo o filme é bem legal. Sim, é com James McAvoy. Ele está careca no encarte, eu sei. Mas não vou falar o motivo porque eu odeio spoilers. A trama gira em torno do mutante Apocalipse, que se suspeita ser o primeiro e o mais forte de todos. A história mostra os primeiros passos de alguns mutantes como Ciclope e Tempestade, o que agrada bastante os fãs que sempre quiseram ver nas telonas a origem destes dois.
A atuação dos atores é boa, nada fora do normal levando em conta que se trata de um filme de super heróis. Só mantenho minha crítica de que os roteiristas podiam dar mais atenção aos detalhes, para que a sequência não se perca.

Espero que gostem do filme. Se você já assistiu, deixe aqui a sua opinião. Abração e até a próxima!


sexta-feira, 23 de setembro de 2016

7 homens e 1 destino (The Magnificent Seven) - Opinião



Enfim estreou esta refilmagem. Já havia falado um pouco sobre a história no meu post anterior sobre o filme (clique aqui para ler). Enfim um filme digno dos Faroestes. O filme é excelente. Denzel Washington, como sempre, dando um show de interpretação.
O longa é eletrizante do início ao fim, com cenas e mais cenas de ação com doses bem distribuídas de humor. Os personagens são verdadeiros mitos. Com certeza aquele que assistir não vai se decepcionar.

O que mais sobressai é que esta mistura de Antoine Fuqua e Washington realmente rendem filmes impressionantes. Nós, fãs das telonas, ficamos aguardando a qual será a nova surpresa que estes dois vão nos presentear. Será que pinta outra releitura? Ou será que surge um original daqueles de tirar o fôlego? A verdade é que 7 homens e 1 destino foi simplesmente excepcional. Espero que vocês gostem tanto quanto eu. Um abração e até a próxima!


quinta-feira, 22 de setembro de 2016

Sol de Primavera - Beto Guedes

Fugindo um pouco das características, nossa homenagem musical de hoje fica por conta deste que é um dos maiores intérpretes e compositores do Brasil. Em homenagem à chegada desta belíssima estação, deixo com vocês esta igualmente belíssima canção.


Sol de Primavera - Beto Guedes

BAUNILHA E CHOCOLATE - Sveva Casati Modgnani



Guardo um carinho muito especial por esta obra. Tenho profundos sentimentos por ela. A escritora italiana Sveva Casati Modignani traçou um enredo belíssimo e surpreendente, com acontecimentos capazes de encher os olhos de lágrimas. O número de páginas da obra impressiona o leitor menos costumeiro, mas após a primeira página é quase impossível parar de ler.
A obra traz a história de um casal Penélope e Andrea, que depois de 18 anos de um relacionamento intenso, com momentos ótimos e péssimos, terminam de maneira traumática. A mulher sai de casa e deixa o marido com seus filhos. A reação do homem é típica ao não entender que a atitude de Penélope foi motivada pelas próprias atitudes dele.
Entre a libertação e redescoberta, Penélope vive novas experiências e se sente viva como não se sentia há muito tempo. Lugares e pessoas do passado retornam a sua realidade, colocando à prova todo amor que sentia por Andrea.

IMPRESSÃO SOBRE A OBRA

Como falei no início, guardo um carinho muito especial por esta obra. Além de ser escrita de forma excepcional e possuir uma leitura muito agradável, o livro é dinâmico e explora muito os conceitos do leitor em relação aos gêneros. Há quem considere o livro feminista. Há quem considere machista. Mas eu particularmente vejo-o como um belo romance daqueles tão doces quanto “Baunilha e Chocolate”. Ao final o leitor vai perceber que em algum momento da vida todos foram Penélope ou Andrea.  

Espero que vocês gostem da leitura. Se você já leu esta obra, compartilhe sua opinião conosco. E se você tem alguma obra para sugerir, compartilhe também. Ficaremos muito gratos com sua opinião. Abração.

quarta-feira, 21 de setembro de 2016

OS CATADORES DE CONCHAS - Rosamunde Pilcher



Esta obra traz a história da personagem Panelope Keeling. Ao se ver acometida por um problema de saúde, Penelope descobre que as pinturas de seu pai, um artista promissor, mas pouco reconhecido quando vivo, foram valorizadas ao longo do tempo e passaram a valer uma pequena fortuna. Entre conversas e afrontas com os filhos interessados no valor das obras, Penelope começa a relembrar toda sua vida em mínimos detalhes.
Nos intervalos entre seus devaneios, Penelope encara o desafio entre viver o resto da sua vida tentando agradar aos filhos ou viver sua própria vida de forma independente. As escolhas da protagonista são desafiadoras e colocam o leitor em diferentes posições durante a obra. Em determinados momentos Penelope será uma princesa pela qual torcemos e em outros momentos o leitor sentirá um ligeiro desconforto em relação a ela.

IMPRESSÃO SOBRE A OBRA

Estaria sendo mentiroso se dissesse que é uma obra de fácil leitura. À medida que se avança na história, mais se percebe o quão detalhista é a autora. Rosamunde Pilcher é, em certos momentos da obra, excessivamente descritiva. O lado positivo disto é que em dados momentos o leitor se sente dentro do ambiente descrito. Eu particularmente prefiro livros mais dinâmicos com menos descrições. Mas não dá para chamar a obra de chata de maneira alguma. Os acontecimentos prendem o leitor a cada palavra. Cada parágrafo é uma nova surpresa e cada página desperta um sentimento diferente de forma que o leitor se sente interagindo com a história.
Para quem gosta de um romance mais clássico, com duras pitadas de realismo, essa obra é altamente recomendada.

Espero que gostem da obra. Se já leram e tem alguma impressão a passar, compartilhe conosco. Se tiverem alguma obra a compartilhar, ficaremos muito satisfeitos. Abração! 

segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Entre Quedas e Gambiarras

Depois de quase 3 anos de intensas discussões sobre política em todos os círculos, com palpites e opiniões das mais variadas possíveis, enfim o Impeachment chegou. A presidente caiu, assumindo então o Vice-presidente, o ex-presidente da Câmara dos Deputados foi cassado, e com estes eventos, os efusivos debates acerca do futuro político da nação deram uma esfriada.
Não que eu seja contra estes dois eventos, nem à favor. A grande questão é que estes dois foram extirpados do cenário político atual do país como símbolos de uma corrupção sistemática que assola todos os poderes e em diversas esferas. Mas é utópico achar que a queda destes ícones irá acabar com a corrupção da nação.
A verdade é que o Brasil não passa somente por uma crise política e econômica. A crise mais complexa e de difícil resolução é a crise moral que nos assola desde os tempos da colonização. Vivemos num país que se orgulha por fazer as coisas fora dos padrões aceitáveis. Exportamos para o mundo o “jeitinho brasileiro”, o nosso excesso de flexibilidade, nossas excessivas exceções que estão sempre à frente das regras, e achamos isso legal.
Furamos fila na loteria, nos bancos, na Disney, no cinema, no mercado, mas achamos que o problema é o Deputado. Afanamos objetos de bares e restaurantes do mundo inteiro para colocarmos na nossa estante como troféu, mas a corrupção existe por determinado partido. Fraudamos impostos, fraudamos internet, fraudamos filmes, fraudamos de tudo, mas a culpa é sempre dos políticos. Colamos em provas, vestibulares, concursos públicos, processos seletivos dos mais variados tipos, mas achamos que a culpa é do senador. Nossos filhos desrespeitam os professores, os agridem, agridem os colegas, cometem delitos reincidentemente, mas quando eles são presos ou mortos em confronto com as forças de segurança, corremos para a frente dos repórteres bradando por uma justiça que não fomos capazes de ensinar em casa.
Não acreditem na utopia de que a corrupção pertence a uma ideologia de esquerda, centro, direita. Não acreditem que determinado partido é corrupto e sem ele estaremos livres da corrupção. A corrupção se combate com o voto. Se combate indo às ruas apoiar as investigações contra todos os políticos. Homens públicos pagos com nosso dinheiro devem sim prestar contas de como gastam nossos impostos. Mas a verdadeira corrupção se combate no foro íntimo. Combate-se com as atitudes corretas. Combate-se com educação. Mas não a educação de sala de aula apenas. Combate-se com a educação doméstica. Ao ensinarmos nosso filho a respeitar os professores e aos colegas. Ao ensinar nossos filhos que roubar, estuprar e matar é errado. Não nos tornarmos cúmplices em nome de um amor materno e paterno.
Conversando com alguns amigos que já viajaram para o exterior, eles foram categóricos ao afirmar que “é fácil reconhecer um brasileiro em outro país. Ou está fazendo merda ou está gritando no meio da rua”. Tornamos-nos um país onde “sair da linha” é virtude e respeitar as regras é ser babaca. Vendemos ao mundo nossa incompetência apelidada de “gambiarra” e achamos isso lindo por uma tocha que representa o sol. “Grandes soluções com baixo custo e muita criatividade”. Seria lindo se sua representação prática não fossem desvios e mais desvios em todos os setores públicos e privados. A verdade é que como país, nós somos uma verdadeira gambiarra. 

O que é Riqueza? - Parte 2

No post anterior, tentamos refletir acerca da riqueza e sua subjetividade. Também abordamos muito superficialmente do porquê devemos evit...