quarta-feira, 30 de novembro de 2016

ABORTO: Um flerte com a barbárie e a aceitação de nossa incompetência

Em uma semana realmente chocante e de tristeza pela queda do voo do time da Chapecoense que ceifou a vida de 76 pessoas, o luto constante em nosso olhar não nos impede de ver os demais acontecimentos igualmente horríveis que se desenrolam nas esferas políticas e judiciárias brasileiras.
Novembro de 2016 certamente ficará marcado na história por momentos nefastos, mas um deles cabe uma profunda reflexão no momento que foi a decisão de uma das turmas do Supremo Tribunal Federal por tornar atípico (descriminalizar) o aborto quando realizado até o terceiro mês de gravidez. Não vou me atentar ao voto dos ministros. O que cabe é refletirmos como a nossa aceitação leniente aos desígnios da nossa incompetência estão levando-nos a flertar cada vez mais perto com a barbárie.
O argumento mais bradado aos quatro ventos dos mais longínquos rincões da nação por aqueles que levantam bandeiras duvidosas em nome de uma suposta democracia é de que o aborto já existe. Só que para a mulher rica ele funciona em clínicas limpas e com leitos luxuosos enquanto para a mulher pobre é com o pé no cemitério por ser realizado em clínicas clandestinas e sem recursos. Este discurso é fraco e sombrio. Estamos tornando escusável a prática de um crime pela assunção de nossa própria ineficácia em fiscalizar e em punir.
O Brasil encontrou uma forma esquizofrênica de resolver problemas: chamar os problemas de soluções! Se não conseguimos fiscalizar e punir o tráfico, queremos legalizar as drogas! Se não conseguimos fiscalizar e punir os donos das clínicas de aborto e aqueles que o praticam, nós legalizamos o aborto. Estamos caminhando a passos largos para o momento onde tornaremos legal o homicídio por termos incompetência em fiscalizar e punir os homicidas, já que no Brasil a estimativa é de que 1 a cada 100 crimes sejam solucionados! Estamos desistindo de enfrentar nossas problemáticas e dando os braços a elas em nome de um falso bom senso!
As únicas coisas da qual jamais abrirão mão é das infrações de trânsito, afinal, é um dinheiro fácil e rápido na conta governamental. Para estas a fiscalização aumenta a cada dia. A tecnologia estará sempre a favor. O número de agentes de trânsito estará sempre subindo, pois é interessante para o governo ter o controle da situação. Não pelo nosso bem estar em punir os maus motoristas. Somos a última prioridade. Mas sim porque as receitas dependem disso!
“Mas e daí? São só fetos em seu terceiro mês de gestação”! É só um ser humano com batimentos que está se desenvolvendo. Mas nos julgamos capazes de extirpar este ser humano em formação do mundo no qual somos passageiros. Começamos por tirar os anencéfalos. Agora aceitamos até o terceiro mês indiscriminadamente. Em breve o povo brasileiro revelará ao mundo seu preconceito “velado” e aceitará o aborto de todo e qualquer feto com deficiência. Tornaremos-nos uma Esparta Moderna de seres perfeitamente elaborados! E tudo isso porque aceitamos que somos incompetentes em fiscalizar.
Mas as pesquisas são omissas ao não perguntar a uma mãe que perdeu seu feto ou àquela que perdeu seu filho se ela é a favor do aborto. Enquanto casais se sacrificam para conseguir procriar, alguns estão se vangloriando da sua incapacidade de prevenir. “A partir de agora esqueçam a camisinha”! A desculpa de que ela protege contra doenças nunca foi o marketing mais poderoso de vendas! Agora esqueça DIU, Pílula e tantas outras coisas. Em breve o SUS resolverá seu problema. Quando isto acontecer, o único ponto positivo será a diminuição das filas nos setores de pediatria. Em contrapartida, faltarão obstetras (mais ainda) nos hospitais!
Mas a mulher que manda no seu corpo. A mulher que decide se quer ou não abortar (matar) o seu filho que não fez nada para prevenir. A desculpa da camisinha furada vai se tornar hit do momento. Do outro lado o governo economizará uma nota com campanhas de planejamento familiar. Eu já questionava há algum tempo o desaparecimento destas campanhas (vide post UseCamisinha). A descriminalização do aborto é a cereja do bolo deste descaso.
Mas vamos pensar que é pelas mulheres pobres. Vamos pensar que é uma forma de humanidade. Vamos pensar que o governo está pensando em nós. Mas jamais perguntaremos às mães que perderam seus filhos se elas são a favor.

Lamento por termos chegado neste estado de descaso. Lamento por estarmos flertando com a barbárie e rirmos disso como evolução social. Lamento mais ainda porque tudo isso ocorre num momento onde já estamos muito abalados pela morte dos tripulantes do avião da Chapecoense. Fica nosso luto por eles, fica nosso luto pela morte da nossa sensatez, fica nosso luto pelos fetos que jamais terão a chance de ler este texto.

segunda-feira, 28 de novembro de 2016

DISCIPLINAR: Um Ato de Amor Esquecido

Vivemos em um momento histórico onde tentamos romper com velhos paradigmas do passado, buscando valorizar outras questões e modificar certas estruturas sociais. Essa evolução tem colocado pais e mães cada vez mais fora do convívio familiar ininterrupto. A correria cotidiana, a busca por objetivos cada vez mais amplos e a luta pela sobrevivência num mercado de trabalho cada vez mais competitivo, tem desafiado as famílias a conseguir conciliar a vida profissional e pessoal sem descuidar da criação dos filhos.
Nesta busca constante pelo equilíbrio, aliado a uma difusão endemica de decadência dos valores humanos, tem feito com que o ato de disciplinar seja visto cada vez mais como algo pejorativo. Estamos sendo levados a crer pelos formadores de opinião que educar de forma permissiva é a forma mais clara de amor que podemos demonstrar. Mas isto é um engôdo.
A disciplina em seu conceito mais prático é a formação pessoal que permite ao ser humano a assunção de responsabilidades sobre seus atos. Em outras palavras, disciplina é fazer o que se deve fazer porque é o certo, mesmo que ninguém esteja cobrando. Mas acabamos entrando numa outra concepção que tem sido usada para propagar as ideias excessivamente permissivas: O que é certo e o que é errado?
Sim, há um certo e um errado! Determinados valores sociais são sim imutáveis. Respeito a dignidade humana, respeito ao próximo, pontualidade, cordialidade, gentileza, entre outros. O problema é que muitos formadores de opinião, e não me refiro só a atores das grandes redes, me refiro também a mestres dentro de suas salas de aula, querem incutir na mente das novas gerações de que não existe certo ou errado. Isso é um total equívoco. Certos valores são e sempre serão imutáveis. E disciplina é justamente aquilo que faz o ser humano respeitar estes valores imutáveis sem a necessidade constante de orientação.
Então, ato de amor não é permitir que o seu filho roube materiais do colega. Não é permitir que ele ofenda seus professores. Não é achar engraçado quando ele xinga alguém ou bate no cachorro. Ato de amor é corrigir o seu filho em cada atitude errada que ele toma, seja no trato com os demais, seja numa palavra errada que ele escreve.
Disciplinar é uma demonstração clara e inequívoca de que você ama seu filho. É a demonstração de que você se preocupa com o ser humano que ele vai ser. É a demonstração de que você quer que ele seja bem sucedido, mas que, antes de tudo, ele seja um homem ou mulher com dignidade em suas atitudes. O problema não é disciplinar. O problema é a forma como esta ação por vezes se revela. Somos levados a acreditar que disciplinar é gritar, agreditar com palavras e gestos, dar castigos, etc. Não! Disciplinar é construir um pensamento lógico na criança. É mostrá-lo que suas atitudes tem consequências positivas ou negativas e que uma atitude errada pode afetar a vida de outros.
Então como disciplinar o meu filho”? Não é fácil. Nunca será. Ser disciplinador exige (pasmem): DISCIPLINA! Não há forma melhor de se ensinar alguém do que pelo exemplo. Se você quer um filho respeitoso, respeite a todos a sua volta. Se você quer um filho pontual, respeite os horários, tenha horário certo para acordar, para fazer refeições, para estudar, para assistir televisão ou jogar vídeo-game e para dormir. Almoce na mesa junto com seu filho, com toda a família reunida; se não pode todos os dias da semana, o faça no maior número de vezes que conseguir na semana. Não levante da mesa enquanto não acabar sua refeição. Seja o modelo a ser seguido em sua casa.
Converse com seu filho. Não deixe que a criação dele seja realizada pela Peppa Pig ou pela Dora Aventureira. Você é quem deve explicar ao seu filho porque o céu é azul. Você é quem deve dizer o que é certo e o que errado, perguntar como ele está se sentindo, perguntar como foi na escola e porque ele está com aquele machucado no braço. Você quem tem de ouvir quando ele disser que a professora deu sermão nele e você é quem tem de explicar que a professora estava certa porque ele estava fazendo bagunça na sala de aula. Diálogo. O grande problema da modernidade em relação à criação dos filhos é que o cansaço cotidiano e os meios de comunicações estão afastando pais e filhos em relação aos seus diálogos. Conversar por whats app ou facebook não é conversar! Diálogo entre pais e filhos tem que ser olho no olho! Você tem que estar lá para ver o sorriso dele ou para abraçá-lo se ele chorar! E nenhum emoji poderá fazer isso por você.
Corrija seu filho. Ensine-o que bater no colega não é certo e o mande pedir desculpas. Ensine-o que riscar a parede da sala é errado e que já tem uma parede própria para isso em seu quarto. Ensine-o que desrespeitar pai e mãe é errado. Castigá-lo? Cuidado. Procure saber quais castigos são recomendados para cada idade. Vários psicólogos tem sites especializados explicando. Não abuse dos castigos, mas não deixe de aplicá-los. A punição é um meio eficaz de mudança de comportamento quando bem aplicada. E, por favor, não agridam seus filhos! Seja por palavras, seja por gestos. Lembre-se de que cada atitude que você tomar contra ele, é um exemplo do que ele deverá fazer em relação aos outros.

Lembre-se: deixar seu filho aprender pelos próprios erros nem sempre o tornará mais forte. Ele poderá tornar-se siglas com uma tarja preta nos olhos na capa do jornal. Permitir que seu filho vença os obstáculos pelas próprias forças é diferente de permitir que ele faça o que quiser. Deixe-o cair de bicicleta e ralar o braço; deixe-o se sujar na lama do quintal; deixe-o arrancar o tampão do dedão do pé no asfalto; mas o faça escovar os dentes após as refeições! Mas o faça dormir na hora certa. Faça-o estudar na hora certa. Entenda que amar, por vezes, é impedir o próximo de fazer mal a si mesmo. Discipline seu filho sem excessos e no futuro ele dirá eu te amo.

Texto publicado no Blog Jovens Mães em 23 de novembro de 2016.

05 FILMES INSPIRADORES


Em vários momentos da vida somos levados a vencer desafios ou a pensarmos em estratégias para superarmos determinadas situações. Não é raro que nestas ocasiões, alguns filmes acabem passando pela mente. Acabamos lembrando de alguma cena, uma frase ou da história de um personagem (se for uma história real melhor ainda) que acaba por nos motivar. Separamos 05 filmes com histórias inspiradoras, sejam pela superação dos personagens, pela coragem ou pela inteligência com que lidaram com as situações.


HOMENS DE HONRA (Men of Honor)
Baseado em fatos reais, traz a história do Sargento da Marinha americana Carl Bashear (Cuba Gooding Jr.), um afrodescendente de família humilde do interior do Kentucky. Seu sonho de infância era entrar para a Marinha e tornar-se mergulhador. Porém, nos anos 50, poucas funções da marinha admitiam negros. Ele então tornou-se cozinheiro.
Quando decide iniciar o curso de mergulhadores, Carl conhece o Sargento Leslie Sunday (Robert de Niro), um heróis de guerra conhecido pela forma dura com que trata os alunos. Seu preconceito o leva a fazer de tudo para frustrar os sonhos de Carl em se tornar mergulhador, mas sua coragem e persistência o levam a realizar o seu sonho.


CORAÇÃO VALENTE (Braveheart)

O filme retrata a história do Herói Escocês Willian Wallace (Mel Gibson), líder das guerras pela libertação da Escócia no período medieval. Sua coragem e estratégia, levou os escoceses à vitória em diversas batalhas, porém o descontentamento dos seus compatriotas pela grande quantidade de batalhas e vidas que estavam sendo perdidas, levaram-no a traição.
Mas o compromisso de Wallace com sua causa o levaram a enfrentar todo o seu sofrimento sem jamais abrir mão do que defendia.

INVICTUS

O filme retrata a história do Presidente Nelson Mandela (Morgan Freeman) durante a Copa do Mundo de Rugby de 1995 que foi sediada pela Africa do Sul no período pós Apartheid. O enredo mostra como o Presidente Sul-africano utilizou o esporte como forma de união entre os negros e brancos do país.


UM SONHO DE LIBERDADE (The Shawshank Redemption)

O longa retrata a história do banqueiro bem sucedido Andy Dufresne (Tim Robbins) que acaba condenado à prisão perpétua pela morte de sua esposa e seu amante. Na prisão, o protagonista conhece Ellis "Red" Redding (Morgan Freeman), preso com bastante influência no presídio, que o acaba ajudando a se tornar também influente entre os outros presos. Ao longo dos anos, a persistência de Andy o leva a traçar seu plano de fuga em busca da tão sonhada liberdade.


FOMOS HERÓIS (We Were Soldiers)
O filme traz Mel Gibson na figura do Tenente Coronel Hal Moore, convocado para liderar uma das primeiras tropas americanas durante a Guerra do Vietnã. Sua liderança e sua experiência em combate adquirida durante a guerra da Coréia, fazem com que a tropa desenvolva uma confiança no chefe militar.
A forma como o Coronel demonstra sua liderança serve de exemplo para quem assiste o filme.


Gostaram dos filmes? Já assistiram? Têm algum outro filme que sirva de motivação para você? Então compartilhe conosco a sua impressão e a sua sugestão. Um Abração.

sexta-feira, 18 de novembro de 2016

METALLICA - Novo álbum "Hardwired… To Self Destruct" mostra porque essa é uma das melhores bandas de todos os tempos.



Foi lançado hoje um dos álbuns mais esperados do ano! Após dois anos de boatarias, pré-lançamentos e singles, Hardwired... to Self-Destruct chega mostrando porque Metallica é uma das bandas (para muitos A banda) mais bem sucedidas da história.
O álbum conta com a versão com 2 CDs ou 3 CDs (versão deluxe), sendo que no 3º disco constam músicas gravadas ao vivo no Rasputin Music em Berkeley, Califórnia.
Quem acompanha a banda nas redes sociais sabe que o álbum não tinha muito mistério, com várias músicas e clipes sendo lançados antes do lançamento oficial. Mas o que surpreendeu ao ouvir o álbum completo foi a forte tendência dos caras em sair do Heavy Metal e seguir por uma linha mais Trash. Mas não só isso. Quem é fã do Punk dos anos 80, 90, vai perceber um flerte gigantesco com este estilo em várias faixas. Muita bateria, guitarras pesadíssimas e ritmo frenético. Quem caminha despercebido e ouve alguma das novas faixas pode achar que se trata de uma música do Blink 182 (não estou exagerando).
Mas a banda manteve a máxima de variar os estilos de uma forma que agrade seus fãs. Algumas músicas já marcam ao ouvir pela primeira vez e certamente estarão nas futuras coletâneas dos clássicos da banda.
Minha opinião: O Álbum está excelente, mas quem é fã de Metallica pode acabar se decepcionando um pouco se estiver esperando algo nível Black Album. Mas ainda assim vai querer comprar a versão Deluxe sem medo de se arrepender.

Já ouviram o novo álbum? Estão ansiosos? Conte o que acharam nos comentários. Até a próxima e um abração.

quinta-feira, 17 de novembro de 2016

ITU - SP

Quando falamos de viagens nós acabamos por não divulgar os pontos turísticos da cidade onde vivemos. Foi por este motivo que resolvi escrever sobre alguns lugares da cidade onde moro. Itu é uma cidade com aproximadamente 200 mil habitantes que fica localizada no interior do estado, à 70 Km de São Paulo. Ela está a 25 Km de Sorocaba e 50 Km de Campinas, o que a torna um lugar interessante para visitar num fim de semana ou num feriado.

Sua fama de cidade dos exageros foi criada e consolidada pelo personagem Simplício da Praça é Nossa. A fama acabou pegando e hoje a cidade investe em parques e monumentos em homenagem ao personagem. Mas existem vários pontos turísticos bem interessantes de serem conhecidos.

FAZENDA DO CHOCOLATE – Trata-se de uma fazenda com diversos atrativos para a criançada, além de contar com uma loja de doces capaz de dar água na boca em todos que visitam. Ela se localiza na Estrada Parque, uma rodovia também turística que fica às margens do Tietê.


PARQUE DO VARVITO – O Varvito é uma uma rocha sedimentar única que é formada por uma sobreposição de camadas que acaba por gerar um efeito lâmina. Sua formação dá a aparência de diversas gavetas uma sobre as outras.
O parque foi inaugurado em 1995 e já contou com a visita de mais de 500 mil pessoas. Além da formação rochosa que da nome ao parque, a pista de caminhada que atravessa todo o lugar é adornada de árvores nativas da mata atlântica. Os diversos brinquedos que existem ao longo do parque tornam-no um lugar muito agradável para as crianças.


PRAÇA DOS EXAGEROS – Foi criado para homenagear o personagem Simplício. Lá há uma réplica gigante do personagem sentado num banco da Praça é Nossa. Há também diversos bonecos de tamanho exagerado. Um lugar muito divertido para adultos e crianças.





PRAÇA DA MATRIZ – Ainda como homenagem ao difusor da fama da cidade, a Praça da Matriz conta com uma réplica de telefone público gigante e um semáforo igualmente exagerado. O mais interessante é que o semáforo realmente funciona, o que acaba por entreter os turistas. É também o local ideal para comprar as lembrancinhas exageradas da cidade.


IGREJAS BARROCAS – A cidade de Itu possui uma grande quantidade de Igrejas, o que a deu o apelido de Roma Brasileira.






MUSEU REPUBLICANO – A cidade de Itu também é conhecida como “Berço da República”, pois foi sede da Convenção de Itu do Partido Republicano Paulista. No Museu, diversas obras e imagens retratam a importância histórica da convenção e da cidade.


Estas são os principais pontos turísticos da cidade. Mas há muitos outros. Se quiserem saber um pouco mais, visitem o site http://www.itu.com.br/. Espero que tenham gostado.


Você já veio a Itu? Tem vontade de conhecer a cidade? Conte-nos a sua experiência. Um abração e até a próxima. 

terça-feira, 15 de novembro de 2016

Apocalipse Now e Nossa Cara de Pau!

Mais uma vez o povo brasileiro está se mostrando altamente engajado nas causas políticas. Mas desta vez as pesadas críticas e previsões apocalípticas recaem sobre o presidente eleito de outro país.
A vitória de Donald Trump parece ter abalado todos aqueles que acreditam piamente nas carochinhas contadas pelas mídias nacionais. Um festival de memes inundaram as redes sociais com as piores previsões possíveis, desde expulsão em massa dos imigrantes até a 3ª Guerra Mundial, passando por um suposto holocausto a ser motivado contra os latino-americanos.
Entre especulações, frustrações e piadas, pouco tem se levado em consideração o momento político-econômico norte-americano bem como as propostas apresentadas pelo presidente eleito. Aqui nas selvas midiáticas tupiniquins a figura de Trump tem sido achincalhada com atribuições “mesmíticas” de xenófobo, misógino, intolerante religioso, etc, etc, etc. Nada diferente do que acontece com os candidatos daqui que possuem um pensamento diferente daquele que está na moda ser pregado agora.
Em algum momento da nossa longa democracia imaculada, descobrimos que a melhor forma de fazer política é atribuir os mais variados rótulos com sufixos “óbico” e “ista” aos que não concordam com a receita vigente. Virou quase um hino. Uma ladainha a ser rezada a cada contraposição de ideias. Mas estamos evoluindo. Estamos levando nossa “consciência política” para grandes potências mundiais. Estamos nos transformando na grande potência exportadora de afirmações babacas acadêmicas sobre política, economia e religião. Estamos deixando Gramsci e outros tão orgulhosos que devem ficar embasbacados das babaquices que proferimos.
Note: em 24 anos de nova democracia (estou simplesmente excluindo o período de 85 a 92 sim) nós elegemos 4 presidentes. 2 sofreram impeachment e os 4 estão sendo investigados na Lava Jato por corrupção. Não só isso! Diretamente ou indiretamente, elegemos Sarney, Temer, Itamar, Cunha, Calheiros, Palocci, Dirceu, Aécio, entre tantos e tantos nomes de peso no time dos questionáveis, mas realmente nos consideramos aptos para questionar a decisão de outro país quanto ao presidente que elegem. Detalhe... não vi nem metade deste estardalhaço quando nosso Vizinho elegeu Chávez e Maduro como seu sucessor! E olha o que aconteceu por lá!

A verdade é que em algum momento da nossa história descobrimos uma reserva infindável de Óleo de Peroba que nos permite tecer críticas e fazer previsões apocalípticas sobre aqueles que pensam diferente das Elites Acadêmicas que frequentam os jornais das 18:00 e das 21:00 das grandes redes televisivas, sem nem nos darmos contas que estamos perdendo nosso senso crítico e nos tornando a melhor subespécie de papagaios que já existiu na terra. Construam seus Bunkers!

domingo, 13 de novembro de 2016

O Contador (The Accountant) - Opinião



Não sou um dos maiores fãs do Ben Affleck. Mas depois de uma atuação que dividiu opiniões em Batman VS Superman, ele volta com este filme que me agradou bastante tanto pelas atuações quanto pelo roteiro.
O Contador traz a história de um homem com uma espécie de Autismo que se torna contador de diversos criminosos pelo mundo, mas cuja existência passa totalmente despercebida pelas autoridades de segurança do mundo inteiro. Ao ser traído por um de seus clientes, o protagonista se vê caçado por diversos assassinos profissionais e a única possibilidade de viver é despertar toda sua fúria numa busca sangrenta pelo cliente que o traiu.
Olhando de longe, O Contador não é muito diferente de outros clássicos de ação de Hollywood, mas a diferença consiste nas peculiaridades de cada personagem, principalmente na do protagonista.
Affleck combinou muito com o papel. Talvez por sua tão questionada inexpressividade na maioria dos personagens que já assumiu, representar um que necessite desta inexpressividade tornou sua atuação bastante interessante. Palmas mais do que merecidas para a participação de Jon Bernthal (nunca vou parar de chamar ele de Shane), que para mim já está fazendo hora extra em papéis de coadjuvante (se liga Hollywood), e do consagrado J. K. Simmons.
O filme é muito bom e vale a pena ser assistido. Momentos surpreendentes e um final totalmente imprevisível. Espero que vocês gostem.

E aí, o que achou? Já viu o filme? Está com vontade de assistir? Deixe sua opinião nos comentários. Abração e até a próxima! 


O que é Riqueza? - Parte 2

No post anterior, tentamos refletir acerca da riqueza e sua subjetividade. Também abordamos muito superficialmente do porquê devemos evit...